Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 15 de Junho de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

PM é preso por disparos durante briga em show e interrompe apresentação de Gusttavo Lima em MT



Um policial militar foi preso na madrugada deste sábado (4) depois de fazer disparos na abertura do show do cantor Gusttavo Lima, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o soldado Raimundo Henrique Leal dos Santos, de 22 anos, se envolveu em uma briga generalizada no local e fez vários disparos para o alto, interrompendo o show. O soldado e outro policial, que o prendeu, ficaram feridos.

Em nota enviada ao G1, a assessoria do músico disse que com 1 hora e 25 minutos de show o cantor Gusttavo Lima foi alertado sobre alguns disparos e, por segurança deixou o palco, pedindo para que sua equipe fizesse o mesmo.

A caminho do hotel, Gusttavo foi informado que não houve vítimas fatais no incidente.

“Saímos de casa para levar alegria às pessoas, fico indignado com este tipo de atitude. Me senti confortado por saber que ninguém perdeu a vida”, declarou o cantor na nota.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o músico, enquanto se apresentava, percebe os disparos e sai do palco. A organização do evento disse que os policiais entraram armados no festival porque tinham porte de arma.

Outro policial, identificado como major Roosevelth Oliveira Escolástico, de 38 anos, deu voz de prisão ao soldado, que resistiu ao ser abordado e acabou baleado na perna pelo major. Os dois policiais estavam de folga e assistiam ao evento.

O show era uma das atrações do ‘Festival Rebouças’, marcado para a noite de sexta-feira (3), era realizado no Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias, na zona rural de Rondonópolis.

Segundo o boletim de ocorrência, iniciou-se uma briga durante o show do cantor Gusttavo Lima. O soldado Raimundo deu um soco no rosto de outra pessoa que participava do evento, que não foi identificada, e então uma briga generalizada começou no local. Essa pessoa teria quebrado uma garrafa na cabeça do soldado, momentos antes da confusão.

Raimundo sacou a pistola e fez diversos disparos para o alto, provocando pânico e correria no local. O major disse à polícia que estava no evento com a mulher, a filha e um casal de amigos. Eles tentaram se proteger e se deitaram no chão, assim como outras pessoas que estavam próximas ao soldado.

O major afirmou que passou a acompanhar o soldado, que andava entre as pessoas segurando a arma em uma das mãos. O soldado foi até a área externa do show, no estacionamento, quando foi abordado pelo major.

Sem saber que se tratava de um policial, o major deu voz de prisão ao soldado. Neste momento, conforme a PM, Raimundo sacou a arma e deu um tiro que acertou de raspão a perna do major. O major, por sua vez, atirou na perna direita do soldado, que caiu no chão.

Os seguranças do show apareceram, tomaram a arma do soldado e o imobilizaram. Os dois policiais foram levados para atendimento médico no Hospital Regional de Rondonópolis.

O soldado disse à Polícia Civil que não participava de nenhuma briga e que fez os disparos depois de ser agredido. Ele afirmou que foi atingido por uma garrafa na cabeça, caiu e começou a ser agredido por um grupo de pessoas. Para interromper as agressões, o militar disse que disparou para o alto.

Prisão

Ao G1, a assessoria da Polícia militar declarou que está acompanhando a situação do soldado. Conforme a PM, os dois policiais atuam em Rondonópolis, sendo que um atua no batalhão e outro no comando regional.

O soldado está preso e é acompanhado pelo Comando Regional da PM. Segundo a assessoria da PM, o soldado já prestou depoimento na Polícia Civil. O major é ouvido na manhã deste sábado na mesma delegacia. Um procedimento para apurar os fatos foi aberto pela PM e outra pela Polícia Civil.

Fonte: G1 Mato Grosso



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

TJMT suspende prisão de suposta mandante do assassinato de Roberto Zampieri


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu, em decisão liminar proferida na manhã deste domingo (14), o mandado de prisão preventiva expedido contra Elenice Ballarotti Laurindo. Conforme noticiado durante a manhã, Elenice e seu marido, Aníbal Manoel Laurindo, foram apontados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) como os mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, crime motivado por uma disputa de terras avaliada em R$ 100 milhões.

A ordem de prisão contra Elenice havia sido decretada na última semana pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, ao receber a denúncia que transformou nove pessoas em réus. No entanto, ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, o desembargador plantonista Gilberto Giraldelli deferiu parcialmente a liminar para sobrestar os efeitos da prisão até o julgamento definitivo do recurso pelo colegiado.

 

Ao fundamentar a decisão de urgência, o magistrado reconheceu que a denúncia traz indícios individualizados contra a acusada, como quebras de sigilo bancário indicando saques vultosos e depósitos em contas vinculadas aos executores, o que afasta a tese defensiva de que ela estaria sendo processada “apenas por ser esposa” de Aníbal.

 

Contudo, Giraldelli ponderou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional, especialmente diante da idade da ré, que tem 69 anos. Para o desembargador, em uma análise preliminar, não ficou demonstrado o risco atual que justificasse o encarceramento imediato.

“Não se extrai com facilidade da decisão objurgada qualquer conduta recente que indique objetivamente reiteração delitiva, tentativa de interferência na persecução penal, intimidação de testemunhas ou risco concreto à efetividade da aplicação da lei penal”, anotou o magistrado, lembrando que Elenice permaneceu em liberdade por mais de dois anos e meio desde o homicídio, ocorrido em dezembro de 2023.

A defesa de Elenice, conduzida pelo advogado Huendel Rolim Wender, pleiteou prioritariamente que, caso a prisão fosse mantida, ela fosse convertida em regime domiciliar por razões humanitárias.

Segundo os autos, o genro de Elenice sofre de uma neoplasia cerebral grave e tem viagem marcada para esta segunda-feira (15) rumo aos Estados Unidos para tratamento médico especializado. Com Aníbal Laurindo preso desde maio de 2025 no âmbito da Operação Sisamnes do Supremo Tribunal Federal (STF), Elenice alegou ser a única rede de apoio de sua filha, que ficará sozinha em Cuiabá cuidando de quatro filhos pequenos, de 2, 3, 7 e 10 anos.

O desembargador, no entanto, não conheceu deste pedido específico. Ele explicou que a questão humanitária e a documentação médica não foram apresentadas previamente ao juízo de primeira instância. Decidir sobre isso diretamente no Tribunal configuraria supressão de instância. Com a suspensão do mandado de prisão principal, contudo, a ré permanece em liberdade.

Próximos passos

Com a concessão parcial da liminar, o Tribunal de Justiça expediu uma ordem urgente à 12ª Vara Criminal de Cuiabá para obstar o cumprimento do mandado de prisão. Encerrado o plantão do final de semana, o processo será distribuído formalmente a um relator originário, que colherá informações detalhadas do juiz de piso e dará o andamento final ao julgamento do mérito do habeas corpus.

Procurada, a defesa de Elenice Ballarotti Laurindo informou que não emitirá novas declarações públicas em virtude do segredo de justiça que recai sobre os desdobramentos do caso. O assassinato de Roberto Zampieri, executado com 12 tiros quando saía de seu escritório no bairro Bosque da Saúde, segue como um dos casos mais complexos do cenário policial e jurídico de Mato Grosso.


Antenado News