Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 13 de Outubro de 2026

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Polícia

PM é preso por disparos durante briga em show e interrompe apresentação de Gusttavo Lima em MT



Um policial militar foi preso na madrugada deste sábado (4) depois de fazer disparos na abertura do show do cantor Gusttavo Lima, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o soldado Raimundo Henrique Leal dos Santos, de 22 anos, se envolveu em uma briga generalizada no local e fez vários disparos para o alto, interrompendo o show. O soldado e outro policial, que o prendeu, ficaram feridos.

Em nota enviada ao G1, a assessoria do músico disse que com 1 hora e 25 minutos de show o cantor Gusttavo Lima foi alertado sobre alguns disparos e, por segurança deixou o palco, pedindo para que sua equipe fizesse o mesmo.

A caminho do hotel, Gusttavo foi informado que não houve vítimas fatais no incidente.

“Saímos de casa para levar alegria às pessoas, fico indignado com este tipo de atitude. Me senti confortado por saber que ninguém perdeu a vida”, declarou o cantor na nota.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o músico, enquanto se apresentava, percebe os disparos e sai do palco. A organização do evento disse que os policiais entraram armados no festival porque tinham porte de arma.

Outro policial, identificado como major Roosevelth Oliveira Escolástico, de 38 anos, deu voz de prisão ao soldado, que resistiu ao ser abordado e acabou baleado na perna pelo major. Os dois policiais estavam de folga e assistiam ao evento.

O show era uma das atrações do ‘Festival Rebouças’, marcado para a noite de sexta-feira (3), era realizado no Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias, na zona rural de Rondonópolis.

Segundo o boletim de ocorrência, iniciou-se uma briga durante o show do cantor Gusttavo Lima. O soldado Raimundo deu um soco no rosto de outra pessoa que participava do evento, que não foi identificada, e então uma briga generalizada começou no local. Essa pessoa teria quebrado uma garrafa na cabeça do soldado, momentos antes da confusão.

Raimundo sacou a pistola e fez diversos disparos para o alto, provocando pânico e correria no local. O major disse à polícia que estava no evento com a mulher, a filha e um casal de amigos. Eles tentaram se proteger e se deitaram no chão, assim como outras pessoas que estavam próximas ao soldado.

O major afirmou que passou a acompanhar o soldado, que andava entre as pessoas segurando a arma em uma das mãos. O soldado foi até a área externa do show, no estacionamento, quando foi abordado pelo major.

Sem saber que se tratava de um policial, o major deu voz de prisão ao soldado. Neste momento, conforme a PM, Raimundo sacou a arma e deu um tiro que acertou de raspão a perna do major. O major, por sua vez, atirou na perna direita do soldado, que caiu no chão.

Os seguranças do show apareceram, tomaram a arma do soldado e o imobilizaram. Os dois policiais foram levados para atendimento médico no Hospital Regional de Rondonópolis.

O soldado disse à Polícia Civil que não participava de nenhuma briga e que fez os disparos depois de ser agredido. Ele afirmou que foi atingido por uma garrafa na cabeça, caiu e começou a ser agredido por um grupo de pessoas. Para interromper as agressões, o militar disse que disparou para o alto.

Prisão

Ao G1, a assessoria da Polícia militar declarou que está acompanhando a situação do soldado. Conforme a PM, os dois policiais atuam em Rondonópolis, sendo que um atua no batalhão e outro no comando regional.

O soldado está preso e é acompanhado pelo Comando Regional da PM. Segundo a assessoria da PM, o soldado já prestou depoimento na Polícia Civil. O major é ouvido na manhã deste sábado na mesma delegacia. Um procedimento para apurar os fatos foi aberto pela PM e outra pela Polícia Civil.

Fonte: G1 Mato Grosso



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Brasil - política

Ministro do TSE suspende propaganda de Lula por omitir arquivamento de investigação


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão de um vídeo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra Flávio Bolsonaro (PL), exibido no horário eleitoral gratuito na televisão.

A decisão foi proferida ontem, após pedido apresentado pela campanha de Flávio. A propaganda menciona a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e uma investigação sobre uma acusação de estupro envolvendo Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa.

O vídeo compara as trajetórias políticas de Lula e Geraldo Alckmin, candidato a vice na chapa petista, com as de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. A campanha do PT citou informações divulgadas pela imprensa sobre a investigação de Flávio por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, além do pedido de investigação envolvendo Gaspar.

Relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro apontam mensagens trocadas entre Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo a PF, o senador teria solicitado R$ 131 milhões ao empresário para a produção do longa-metragem, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que a propaganda deveria ser retirada do ar porque não identificou o procedimento investigatório instaurado contra Flávio, a autoridade responsável pela apuração nem a fonte das informações apresentadas. Em relação a Alfredo Gaspar, o ministro destacou que o vídeo omitiu o arquivamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido de investigação sobre a acusação de estupro.

“Ora, a mensagem que razoavelmente se transmite ao eleitorado é a de que a chapa adversária se define pela prática de crimes de corrupção, de lavagem de dinheiro e de natureza sexual contra criança”, afirmou o presidente do TSE. Após a decisão, o tribunal notificou as emissoras de televisão para que suspendessem a exibição da propaganda no horário eleitoral.


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Região

Hemocentro de Mato Grosso esclarece novas regras para quem deseja doar sangue


O MT Hemocentro, de Cuiabá, único banco de sangue público de Mato Grosso, informa que o Brasil passou a contar com novas regras para a doação de sangue desde o dia 30 do último mês. As mudanças modernizam a doação de sangue e ampliam possibilidades para os doadores, com redução de alguns períodos de inaptidão.

De acordo com a assessoria do governo estadual, a possibilidade de os doadores habituais continuarem doando após os 70 anos é uma das mudanças de maior repercussão. A nova regulamentação também reduziu alguns períodos de inaptidão para doação de sangue e passa a considerar com maior precisão as condições em que tatuagens, maquiagem definitiva, piercings e alguns procedimentos estéticos foram realizados.

Já o período de impedimento temporário após a realização de exame de endoscopia, que era de seis meses, passou agora para quatro meses. A mesma redução ocorre em algumas situações relacionadas ao uso de anabolizantes sem prescrição médica, adequando os prazos de afastamento à avaliação atual dos riscos envolvidos.

Além das mudanças percebidas diretamente pelo doador, a atualização do regulamento técnico da hemoterapia reforça a segurança e a rastreabilidade de todo o ciclo do sangue.  Foi adotado um padrão internacional que melhora a identificação das bolsas e das amostras desde a coleta, passando pelo processamento, armazenamento e distribuição, até a transfusão no paciente. A medida também favorece o acompanhamento do plasma destinado à produção de medicamentos e hemoderivados.

O MT Hemocentro atende os voluntários na rua 13 de Junho, 1.055, no centro de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h. Para agendar a doação de sangue na sede do MT Hemocentro, basta acessar o Sistema de Agendamento on-line. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem), ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

 


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