Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 06 de Abril de 2026

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Polícia Civil e Ministério Público deflagram operação contra corrupção em Primavera do Leste



Uma operação conjunta da Polícia Judiciária Civil e o Ministério Público foi deflagrada, na manhã desta quarta-feira (01.11), para cumprimento de mandados de buscas e apreensão de documentos nas cidades de Primavera do Leste, Campo Verde, Tangará da Serra e Cuiabá.

A operação denominada “Logreiro” investiga atos de corrupção envolvendo servidores públicos, políticos, empresários e escritórios de contabilidade, que se organizaram para fraudar licitações e contratos com a administração pública, com suspeitas do esquema e estender a outros municípios.

A investigação é originária de inquérito civil do Ministério Público de Primavera do Leste, presidido pelo Promotor de Justiça, Sílvio Rodrigues Alessi Junior. O trabalho investigativo contou com apoio da Diretoria de Inteligência, com levantamentos dos alvos, e análises de dados financeiros por meio do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (Lab-LD).

O nome Logreiro tem o significado de oportunista, aproveitador, enganador. Outras informações serão repassadas no transcurso da operação.

Participam da operação 96 policiais civis (16 delegados e 80 investigadores e escrivães), das Diretorias do Interior  e Atividades Especiais.

Fonte: Assessoria da PJC



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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