Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026

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Polícia Civil prende mulher e comparsas dos assassinatos do marido e amante



A Polícia Judiciária Civil cumpriu mandado de prisão contra uma mulher acusada de mandar assassinar o marido e o amante, em Sinop (500 km ao Norte). A suspeita, Cleia Rosa dos Santos Bueno, 34, José Graciliano dos Santos, 30, e Adriano dos Santos, 20, foram presos neste sábado (24.03), por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf),  com apoio da Divisão de Homicídios, Núcleo de Inteligência e policiais do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra). As investigações apontam que os dois homens foram contratados pela mulher para matar Adriano Gino, de 29 anos, que seria o amante da suspeita. Os presos confessaram o homicídio, dizendo que mataram a vítima com golpes de enxada, depois colocaram no carro e depositaram na área onde foi encontrado, uma estrada na zona rural. Para o crime a mulher ofereceu um veículo Prisma, que foi apreendido pelos policiais. No local indicado pelos suspeitos, os policiais encontraram o corpo de Adriano Gino, enterrado em uma cova rasa. A motocicleta da vítima foi encontrada totalmente queimada e também estava enterrada. A vítima estava desaparecida desde o dia 15 de dezembro de 2017. A mãe dele  registrou boletim, no dia 23 de dezembro, informando que o filho havia saído para trabalhar e não retornado mais para casa. O celular dele tinha sido  desativado e conta no whatsapp apagada. Os mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1º Vara Criminal de Sinop, foram cumpridos em endereços nos bairros Jardim Primavera e Jardim Florença, locais onde também foram realizadas buscas e apreensão, sendo apreendidos celulares, um revólver calibre 32, R$ 1822, 00, em espécie, e um tablet. O marido da mulher, Jandirlei Alves Bueno, morreu aos 39 anos, em circunstâncias que levantaram suspeita da família. No dia 14 de outubro de 2016 ele teria sofrido um assalto e teve duas perfurações de faca na região do abdômen, quando deu entrada no Hospital Regional de Sinop. Depois de ficar na Unidade de Terapia Intensiva por quase dois meses, morreu no dia 12 de dezembro de 2016. Na ocasião do roubo à residência,   a esposa Cleia Rosa dos Santos Bueno, em suposto estado de choque, alegou não saber informar as características dos suspeitos e como teria ocorrido o roubo na casa. Ela apenas relatou que um dos suspeitos havia tentado enforcá-la. Segundo as investigações, conduzidas pelo delegado, Ugo Ângelo Reck de  Mendonça, a suspeita Cléia armou com o amante para assassinar o marido, simulando um latrocínio, visto que ela desejava se separar de Jandirlei. Em fevereiro de 2016, a mulher registrou boletim de ocorrência, noticiando difamação por conta do companheiro. Ela narrou que, ao pedir a separação, o marido perguntou se ela teria outro e acabou dizendo que sim, “porque ele deu espaço”, mas que não tinha nenhum outro homem. Nisso que respondeu, o marido “surtou” e proferiu diversos xingamentos e ameaças, chegando a pegar uma faca. Conforme o delegado, a família do marido desconfiava, mas a Polícia Civil somente conseguiu confirmar as suspeitas, após descobrir o amante da mulher e também que ele estava morto. “Os dois crimes foram motivados por brigas fúteis entre amante e marido. Em relação a morte do marido, ela se mostrou um pouco arrependia. Já o outro crime disse que faria novamente”, informou o delegado. A mulher alegou ainda que após o amante passar a morar com ela, o comportamento dele teria mudado e passou a ameaçá-la de morte caso o deixasse, assim como teria nas ameaças falado que iria matar seus filhos e sua mãe. Os três vão responder por homicídio qualificado, destruição, subtração e ocultação de cadáver. José Graciliano dos Santos foi ainda autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo, por ter sido encontrado em sua casa um revólver calibre 32. Fonte: Polícia Civil MT



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Brasil - Polícia

Bilhetes com ordens do PCC mostram ligação de Deolane com facção


Investigação aponta relação com outras vertentes do crime organizado

Bilhetes que continham ordens internas dos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) apreendidos em 2019 em um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, levaram a polícia a abrir a investigação que culminou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.

Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), os bilhetes não mencionavam o nome da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa hoje na operação, mas foram o pontapé inicial para as investigações mostrarem que ela recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau.

O dinheiro era repassado para outras contas para dificultar o rastreio. Duas dessas contas estão em nome de Deolane, que, segundo as investigações, fazia a lavagem do dinheiro.

Também foram alvo da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília; Alejandro Camacho, irmão de Marcola, também preso em Brasília e notificado sobre a nova ordem de prisão; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família, foragida na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família, que estaria na Bolívia.

Interpol

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais e os investigados entraram na Lista Vermelha da Interpol. Foram expedidos seis mandados de prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

De acordo com o Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Lincoln Gakiya, as investigações terem chegado até Marcola e seu irmão Alejandro é importante porque mostram que, apesar de presos, ambos deixaram ordens pendentes e comunicações fora da cadeia.

Gokiya ressalta que as cartas encontradas na penitenciária em 2019 levaram as investigações até a transportadora.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro. O Marcola tem mais de 300 anos de pena para cumprir e ele certamente responderá a um novo processo, provavelmente sofrendo condenação nesse caso”, disse.

O promotor ressaltou que certamente haverá desdobramentos da Operação Vérnix, com o envolvimento de Deolane com outras pessoas e também com empresas ligadas a apostas – as bets.

“Nesse período de sete anos, mas principalmente de 2022 em diante, ela teve um aumento muito grande em seu faturamento. Inclusive sem correlação com o trabalho prestado. Então, isso vai gerar sonegação fiscal, vai gerar outras lavagens”, explicou.

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, com a abertura dos sigilos bancário e fiscal, a investigação descobriu que Deolane mantém relacionamento com outras vertentes do crime organizado. As investigações revelaram que a influenciadora funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.

Costa explica que, pelo poder econômico que a advogada adquiriu ao longo do tempo e influência, o crime organizado deposita esses valores nessa figura pública, e esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades.

“Quando é necessário, esses recursos retornam para o crime organizado. A prisão de uma influencer como essa, com mais de 20 milhões de seguidores, tem caráter pedagógico. Esperamos que cause um efeito de inibição”, afirmou o procurador.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil


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