Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 03 de Abril de 2026

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Polícia Civil prende mulher e comparsas dos assassinatos do marido e amante



A Polícia Judiciária Civil cumpriu mandado de prisão contra uma mulher acusada de mandar assassinar o marido e o amante, em Sinop (500 km ao Norte). A suspeita, Cleia Rosa dos Santos Bueno, 34, José Graciliano dos Santos, 30, e Adriano dos Santos, 20, foram presos neste sábado (24.03), por policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf),  com apoio da Divisão de Homicídios, Núcleo de Inteligência e policiais do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra). As investigações apontam que os dois homens foram contratados pela mulher para matar Adriano Gino, de 29 anos, que seria o amante da suspeita. Os presos confessaram o homicídio, dizendo que mataram a vítima com golpes de enxada, depois colocaram no carro e depositaram na área onde foi encontrado, uma estrada na zona rural. Para o crime a mulher ofereceu um veículo Prisma, que foi apreendido pelos policiais. No local indicado pelos suspeitos, os policiais encontraram o corpo de Adriano Gino, enterrado em uma cova rasa. A motocicleta da vítima foi encontrada totalmente queimada e também estava enterrada. A vítima estava desaparecida desde o dia 15 de dezembro de 2017. A mãe dele  registrou boletim, no dia 23 de dezembro, informando que o filho havia saído para trabalhar e não retornado mais para casa. O celular dele tinha sido  desativado e conta no whatsapp apagada. Os mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1º Vara Criminal de Sinop, foram cumpridos em endereços nos bairros Jardim Primavera e Jardim Florença, locais onde também foram realizadas buscas e apreensão, sendo apreendidos celulares, um revólver calibre 32, R$ 1822, 00, em espécie, e um tablet. O marido da mulher, Jandirlei Alves Bueno, morreu aos 39 anos, em circunstâncias que levantaram suspeita da família. No dia 14 de outubro de 2016 ele teria sofrido um assalto e teve duas perfurações de faca na região do abdômen, quando deu entrada no Hospital Regional de Sinop. Depois de ficar na Unidade de Terapia Intensiva por quase dois meses, morreu no dia 12 de dezembro de 2016. Na ocasião do roubo à residência,   a esposa Cleia Rosa dos Santos Bueno, em suposto estado de choque, alegou não saber informar as características dos suspeitos e como teria ocorrido o roubo na casa. Ela apenas relatou que um dos suspeitos havia tentado enforcá-la. Segundo as investigações, conduzidas pelo delegado, Ugo Ângelo Reck de  Mendonça, a suspeita Cléia armou com o amante para assassinar o marido, simulando um latrocínio, visto que ela desejava se separar de Jandirlei. Em fevereiro de 2016, a mulher registrou boletim de ocorrência, noticiando difamação por conta do companheiro. Ela narrou que, ao pedir a separação, o marido perguntou se ela teria outro e acabou dizendo que sim, “porque ele deu espaço”, mas que não tinha nenhum outro homem. Nisso que respondeu, o marido “surtou” e proferiu diversos xingamentos e ameaças, chegando a pegar uma faca. Conforme o delegado, a família do marido desconfiava, mas a Polícia Civil somente conseguiu confirmar as suspeitas, após descobrir o amante da mulher e também que ele estava morto. “Os dois crimes foram motivados por brigas fúteis entre amante e marido. Em relação a morte do marido, ela se mostrou um pouco arrependia. Já o outro crime disse que faria novamente”, informou o delegado. A mulher alegou ainda que após o amante passar a morar com ela, o comportamento dele teria mudado e passou a ameaçá-la de morte caso o deixasse, assim como teria nas ameaças falado que iria matar seus filhos e sua mãe. Os três vão responder por homicídio qualificado, destruição, subtração e ocultação de cadáver. José Graciliano dos Santos foi ainda autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo, por ter sido encontrado em sua casa um revólver calibre 32. Fonte: Polícia Civil MT



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Opinião - política

Troca de legenda, mesma lógica: Bira muda de partido e recalcula rota para 2026


Charge política.

Por Luis Costa/ Redação

Em Primavera do Leste, a política inova, pelo menos no discurso e na  prática, manual de reposicionamento, onde mudar de partido é menos sobre ideologia e mais sobre encontrar o melhor lugar ao sol.

Bira deixou o PL e desembarcou no Podemos. A justificativa oficial vem carregada de termos nobres: “reorganização”, “maturidade política”, “fortalecimento de grupo”. Tudo muito elegante quase poético , não fosse o fato de que, na prática, trata-se de um movimento clássico de quem decidiu apostar em um campo mais promissor.

Ao sair da base de Wellington Fagundes e se alinhar ao grupo de Max Russi, com conexão direta ao vice-governador Otaviano Pivetta, Bira não apenas mudou de partido. Mudou de eixo de poder. E isso, sim, é o que realmente importa , o resto é narrativa para consumo público.

A nova filiação o posiciona melhor no tabuleiro estadual e, de quebra, mexe no cenário de Primavera, onde disputa espaço com o ex-prefeito Leonardo Bortolin. Com uma legenda mais “leve” como gostam de dizer, tenta ampliar alcance e reduzir resistências. Traduzindo: quer mais voto e menos desgaste, e quem sabe consegue unir muitos primaverenses em torno do projeto com chance de conseguir ter um deputado.

No pacote, entra também o tempero tradicional da política local: fé e articulação caminhando lado a lado. A influência da igreja, representada por lideranças como o pastor Ary Dantas, segue presente, lembrando que, por aqui, espiritualidade e estratégia eleitoral costumam dividir o mesmo púlpito.

Enquanto isso, o apoio do prefeito Sérgio Machnic, em parceria institucional com Max Russi, é apresentado como compromisso com o desenvolvimento e sinal de alinhamento. E é mesmo, alinhamento de grupo que fica ainda mais forte.

Para completar o cenário, Eduardo Botelho deixa o União Brasil e migra para o MDB, garantindo que o tabuleiro continue em movimento suficiente para parecer dinâmico, garantindo quase que uma vaga já no partido, podendo dificultar ainda para Léo.

No fim, a tal “mudança de jogo” existe, mas não exatamente como vendem. O jogo continua o mesmo, o que muda é quem está melhor posicionado nele. E nisso, convenhamos, Bira fez seu movimento no tempo certo.


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