Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 15 de Maio de 2026

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Polícia

Polícia Federal deflagra operação o Grande Truque



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (30/11) a Operação “O Grande Truque”, com o objetivo de desmantelar grupo criminoso responsável por fraudar procedimentos licitatórios decorrentes da execução de convênio firmado entre a Prefeitura de Campinápolis (MT) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o qual visava à construção de escolas em comunidades indígenas.
Estão sendo cumpridos cinco mandados de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Várzea Grande (MT), Barra do Garças (MT), Nova Xavantina (MT), Campinápolis (MT) e Goiânia (GO). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal – Subseção Judiciária de Barra do Garças (MT).
A operação é oriunda de inquérito policial instaurado em 2016, o qual apurou que os serviços decorrentes de licitação foram inicialmente objeto de concorrência pública, cujo edital fora publicado na imprensa oficial. Ocorre que, dias depois, a Prefeitura de Campinápolis cancelou a licitação, sob o argumento de fatos supervenientes (suposta ausência de interessados).
A investigação apontou que 13 dias após o cancelamento da concorrência, a Prefeitura de Campinápolis publicou outro certame, com os mesmos critérios dos projetos, serviços e obras, inclusive com os seus respectivos cronogramas físico-financeiros, no igual valor de R$ 3.967.233,16.
Dois dias após a assinatura do contrato, a empresa investigada, antes mesmo da emissão de ordem de serviço, solicitou à prefeitura o realinhamento de preços, mesmo após ter declarado ciente das condições e prazo das obras, assumindo o compromisso de bem desempenhar as atividades, apresentando inclusive “Planilha de Estimativa de Custos” e “Cronograma Físico Financeiro”.
O então prefeito, diante do requerimento de aditivo contratual da empresa, solicitou ao FNDE o respectivo aditivo sob o argumento de que a concorrência fora cancelada uma vez que as empresas interessadas no certame, ao adquirirem as planilhas, não se interessaram em participar do processo eis que os valores aprovados seriam muito baixo para a realização do objeto pactuado.
O aditivo contratual foi no importe de 37,14% de acréscimo, cujo índice é ilegal, eis que o limite imposto pela Lei de Licitações é de 25% (art. 65, §§1° e 2°, Lei n° 8.666/93).
A obra até hoje não foi concluída, cujos danos ao erário constatados (maio/2012 a julho/2017) giram em torno de R$ 450.548,16 (atualizados).
Os presos serão indiciados pelos crimes de frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação.
Além disso, responderão perante a Justiça por admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do adjudicatário, durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade observado o disposto no art. 121 da Lei nº 8.666/93.
Nome da operação
O nome da operação remete ao filme “O GRANDE TRUQUE”, o qual demonstra que todos os truques e mágicas são apenas fumaça, escondendo algo muito maior e mais denso. Para o filme, todo grande truque de mágica consiste em três atos: “A Promessa”; “A Virada” e “O Grande Truque”. Tal qual a obra cinematográfica, percebe-se que a fraude investigada se debruçava em três momentos: a criação de procedimento licitatório com preços excessivamente baixos para eliminar interessados; o vencimento da licitação pela empresa integrante do esquema, e, por fim, o realinhamento do contrato (37,14% a maior) dois dias após a sua assinatura.
Fonte: www.sbcbrasil.


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Brasil

Solar Coca-Cola investe R$ 200 milhões em nova linha tecnológica e anuncia meta de neutralidade de PET no Mato Grosso até 2026



A Solar Coca-Cola, fabricante do Sistema Coca-Cola com atuação em 70% do território nacional, deu início oficialmente nesta quarta-feira (13) a uma nova era em sua operação na região Centro-Oeste do Brasil. Com a inauguração da nova linha PET na unidade de Várzea Grande, a companhia entrega um aporte de R$ 200 milhões em tecnologia de ponta e anuncia seu Plano Diretor de Investimentos para o Mato Grosso, que projeta o aporte de R$ 500 milhões no Estado até 2029. Este plano estratégico foca na modernização sistêmica, expansão de frota e infraestrutura para suportar o crescimento acelerado do consumo na região.

 

Mais do que somente a expansão industrial, o anúncio também consolida a jornada de sustentabilidade da fabricante. Através do programa Recicla Solar, a companhia estabeleceu o objetivo de atingir a neutralidade de PET em solo mato-grossense até o final de 2026. Para viabilizar essa meta, a Solar investirá cerca de R$ 1 milhão ainda este ano em infraestrutura de coleta e logística reversa, com a aquisição de novos equipamentos como prensas, esteiras, furadores de PET, empilhadeiras e balanças.

 

O histórico do programa de reciclagem no estado já apresenta números sólidos, com um acumulado de 1.592 toneladas de PET coletadas desde sua implementação. A estratégia para alcançar a neutralidade total baseia-se no escalonamento da operação de coleta para atingir o volume de 350 toneladas mensais até o prazo estipulado. Esse ecossistema ganha capilaridade com as ações previstas de expansão de projetos de educação ambiental e estruturação de cooperativas, atualmente em fase piloto em outras regiões.

 

A nova linha de PET é o motor dessa expansão. O projeto mais que dobra o volume de produção de bebidas em embalagens PET e aumenta em 70% a capacidade fabril da unidade, tornando a operação em Várzea Grande um polo de alta performance, que habilita a produção local de novas categorias como Powerade e sucos para atender mais de 21 mil pontos de venda no estado. Para suportar essa capacidade aumentada, os sistemas periféricos da fábrica foram expandidos e modernizados, como a xaroparia, que teve sua capacidade triplicada, e a estação de tratamento de água, que ampliou sua capacidade produtiva de 90 mil para 300 mil litros/hora.

 

“Mato Grosso possui uma importância estratégica vital para a Solar e a inauguração da nova linha de PET é o marco de um compromisso de longo prazo. Esta nova potência industrial não apenas amplia nossa eficiência, mas gera um impacto positivo em toda a nossa cadeia de valor, desde a indústria até o pequeno comerciante na ponta. Ao fortalecermos nossa produção e logística local, impulsionamos o desenvolvimento regional e garantimos que a Solar continue sendo um motor de oportunidades tanto dentro da nossa fábrica quanto para os milhares de parceiros mato-grossenses que crescem conosco” , afirma o CEO da Solar Coca-Cola, André Salles .

Desenvolvimento Econômico e Geração de Renda

O investimento reflete o compromisso da Solar com o fortalecimento da economia regional. A unidade de Várzea Grande é um pilar estratégico para a empregabilidade local, sustentando sozinha mais de 1000 postos de trabalho diretos. A expansão elevou o quadro em 80 novas vagas diretas técnicas, focadas em operação, manutenção e qualidade, além de ter gerado um impacto social imediato com a criação de mais de 300 empregos indiretos durante as fases de obra civil e instalações. Além disso, a Solar mantém parcerias com a FIEMT (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) e o SENAI para a qualificação de mão de obra local.

 

“O crescimento da Solar Coca-Cola em Mato Grosso mostra a força da nossa indústria e o quanto o estado é atrativo para novos investimentos. Essa expansão gera empregos, movimenta a economia e, principalmente, cria oportunidades para as pessoas. E quando isso vem acompanhado de qualificação profissional, como na parceria com o Senai, o impacto é ainda mais positivo para o desenvolvimento do estado” , destaca Silvio Rangel, presidente do Sistema FIEMT .

Logística Integrada e Sustentabilidade

A nova linha vem acompanhada de um fortalecimento da rede logística, conectando-se aos recentes investimentos na inauguração de dois novos Centros de Distribuição (CD) em Lucas do Rio Verde e em Sinop, além da ampliação do CD de Rondonópolis. Essa integração garante que o aumento de produção em Várzea Grande chegue com eficiência a todas as regiões do estado.

 

Um dos grandes diferenciais é sua versatilidade: o sistema pode envasar múltiplos formatos de PET, de 200 mL a 2 L, na mesma esteira. Além da flexibilidade, tecnologias de ponta foram implementadas para reduzir o uso de recursos naturais, resultando em uma redução contínua do consumo de água por litro produzido e uma maior eficiência energética.

 

“Nossa fábrica em Várzea Grande vem se tornando uma referência em economia circular. Estamos mantendo a certificação Lixo Zero e operando com 100% de energia limpa. A nova linha incorpora o que há de mais avançado em automação e controle digital e Indústria 4.0, permitindo monitoramento e ajuste instantâneos do processo via sensoriamento em tempo real, o que garante um modelo de indústria sustentável e inovadora em Mato Grosso” , destaca Cidinha Fávero, diretora regional da Solar Coca-Cola .

 

Sobre a Solar Coca-Cola: A Solar é uma das maiores fabricantes do mundo do Sistema Coca-Cola e conta com 13 fábricas espalhadas pelo Brasil. Com cerca de 120 centros de distribuição, entre próprios e terceirizados, a empresa atua em cerca de 70% do território brasileiro, operando nas regiões Norte, Nordeste e em parte do Centro-Oeste. A Solar conta com mais de 20 mil colaboradores e é responsável pela produção e distribuição para aproximadamente 380 mil pontos de venda, impactando positivamente mais de 80 milhões de brasileiros.


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