Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 20 de Outubro de 2026

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Polícia Federal deflagra operação o Grande Truque



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (30/11) a Operação “O Grande Truque”, com o objetivo de desmantelar grupo criminoso responsável por fraudar procedimentos licitatórios decorrentes da execução de convênio firmado entre a Prefeitura de Campinápolis (MT) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o qual visava à construção de escolas em comunidades indígenas.
Estão sendo cumpridos cinco mandados de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Várzea Grande (MT), Barra do Garças (MT), Nova Xavantina (MT), Campinápolis (MT) e Goiânia (GO). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal – Subseção Judiciária de Barra do Garças (MT).
A operação é oriunda de inquérito policial instaurado em 2016, o qual apurou que os serviços decorrentes de licitação foram inicialmente objeto de concorrência pública, cujo edital fora publicado na imprensa oficial. Ocorre que, dias depois, a Prefeitura de Campinápolis cancelou a licitação, sob o argumento de fatos supervenientes (suposta ausência de interessados).
A investigação apontou que 13 dias após o cancelamento da concorrência, a Prefeitura de Campinápolis publicou outro certame, com os mesmos critérios dos projetos, serviços e obras, inclusive com os seus respectivos cronogramas físico-financeiros, no igual valor de R$ 3.967.233,16.
Dois dias após a assinatura do contrato, a empresa investigada, antes mesmo da emissão de ordem de serviço, solicitou à prefeitura o realinhamento de preços, mesmo após ter declarado ciente das condições e prazo das obras, assumindo o compromisso de bem desempenhar as atividades, apresentando inclusive “Planilha de Estimativa de Custos” e “Cronograma Físico Financeiro”.
O então prefeito, diante do requerimento de aditivo contratual da empresa, solicitou ao FNDE o respectivo aditivo sob o argumento de que a concorrência fora cancelada uma vez que as empresas interessadas no certame, ao adquirirem as planilhas, não se interessaram em participar do processo eis que os valores aprovados seriam muito baixo para a realização do objeto pactuado.
O aditivo contratual foi no importe de 37,14% de acréscimo, cujo índice é ilegal, eis que o limite imposto pela Lei de Licitações é de 25% (art. 65, §§1° e 2°, Lei n° 8.666/93).
A obra até hoje não foi concluída, cujos danos ao erário constatados (maio/2012 a julho/2017) giram em torno de R$ 450.548,16 (atualizados).
Os presos serão indiciados pelos crimes de frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação.
Além disso, responderão perante a Justiça por admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do adjudicatário, durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade observado o disposto no art. 121 da Lei nº 8.666/93.
Nome da operação
O nome da operação remete ao filme “O GRANDE TRUQUE”, o qual demonstra que todos os truques e mágicas são apenas fumaça, escondendo algo muito maior e mais denso. Para o filme, todo grande truque de mágica consiste em três atos: “A Promessa”; “A Virada” e “O Grande Truque”. Tal qual a obra cinematográfica, percebe-se que a fraude investigada se debruçava em três momentos: a criação de procedimento licitatório com preços excessivamente baixos para eliminar interessados; o vencimento da licitação pela empresa integrante do esquema, e, por fim, o realinhamento do contrato (37,14% a maior) dois dias após a sua assinatura.
Fonte: www.sbcbrasil.


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Zanin dá 5 dias para TSE explicar decisão que deu vitória a Ruas


Ministro atende a um pedido do partido de Eduardo Paes, que tenta levar disputa ao 2º turno; também quer ouvir AGU e PGR

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, deu 5 dias para o Tribunal Superior Eleitoral explicar a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) que deu vitória ao candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, no 1º turno. O magistrado atendeu a um pedido da coligação do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD)

O despacho foi assinado na 6ª feira (16.out.2026) e atende a um pedido do PSD, que tenta levar a disputa para o 2º turno.

O magistrado afirmou ainda que depois fará uma análise aprofundada sobre se a ação apresentada pela coligação atende aos requisitos para ser aceita.  A vitória de Ruas foi confirmada depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro realizou a retotalização dos votos, seguindo decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A Justiça Eleitoral determinou a anulação dos 274.411 votos recebidos por Garotinho. Com a exclusão, Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos. Superou a maioria absoluta necessária para vencer no 1º turno. Em 8 de outubro, Zanin havia negado um pedido cautelar.

Fonte Poder 360


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Polícia

Operação na fronteira termina com um morto e 237 kg de drogas apreendidos


Um homem morreu durante troca de tiros com policiais do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) na manhã desse sábado (17), na zona rural de Pontes e Lacerda (448 km a oeste de Cuiabá). Na ação, foram apreendidos cerca de 237 quilos de drogas, 3 armas de fogo e dois veículos. O prejuízo estimado ao crime é de R$ 2,9 milhões.

 

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 05h agentes no âmbito das operações Protetor das Fronteiras e Faro montaram um bloqueio em uma estrada vicinal, quando ocupantes de uma Fiat Strada e de um Volkswagen Gol atiraram eles.

 

Os policiais se abrigaram e revidaram a injusta agressão. Durante o confronto alguns dos criminosos foram atingidos, eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Santa Casa Vale do Guaporé, porém um deles não resistiu e morreu.

 

Durante as buscas nos veículos, os agentes encontraram 100 tabletes de substância análoga à cocaína, com peso aproximado de 109 quilos, e 119 tabletes de maconha, totalizando cerca de 128 quilos.

 

Também foram apreendidos uma pistola, calibre .380 e dois revólveres, de calibres.38 e .22. O material estava nos dois veículos utilizados pelos suspeitos.

 

Um dos envolvidos relatou aos policiais que o grupo receberia R$ 15 mil pelo transporte dos entorpecentes até Pontes e Lacerda. Conforme a ocorrência, os suspeitos possuem antecedentes criminais por tentativa de homicídio e roubo.

 

O valor total dos materiais apreendidos, incluindo drogas, armas e veículos, foi estimado em R$ 2.909.982. O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil.

GD

Antenado News