Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 13 de Agosto de 2026

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Polícia Federal deflagra operação o Grande Truque



A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (30/11) a Operação “O Grande Truque”, com o objetivo de desmantelar grupo criminoso responsável por fraudar procedimentos licitatórios decorrentes da execução de convênio firmado entre a Prefeitura de Campinápolis (MT) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o qual visava à construção de escolas em comunidades indígenas.
Estão sendo cumpridos cinco mandados de condução coercitiva e quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Várzea Grande (MT), Barra do Garças (MT), Nova Xavantina (MT), Campinápolis (MT) e Goiânia (GO). Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal – Subseção Judiciária de Barra do Garças (MT).
A operação é oriunda de inquérito policial instaurado em 2016, o qual apurou que os serviços decorrentes de licitação foram inicialmente objeto de concorrência pública, cujo edital fora publicado na imprensa oficial. Ocorre que, dias depois, a Prefeitura de Campinápolis cancelou a licitação, sob o argumento de fatos supervenientes (suposta ausência de interessados).
A investigação apontou que 13 dias após o cancelamento da concorrência, a Prefeitura de Campinápolis publicou outro certame, com os mesmos critérios dos projetos, serviços e obras, inclusive com os seus respectivos cronogramas físico-financeiros, no igual valor de R$ 3.967.233,16.
Dois dias após a assinatura do contrato, a empresa investigada, antes mesmo da emissão de ordem de serviço, solicitou à prefeitura o realinhamento de preços, mesmo após ter declarado ciente das condições e prazo das obras, assumindo o compromisso de bem desempenhar as atividades, apresentando inclusive “Planilha de Estimativa de Custos” e “Cronograma Físico Financeiro”.
O então prefeito, diante do requerimento de aditivo contratual da empresa, solicitou ao FNDE o respectivo aditivo sob o argumento de que a concorrência fora cancelada uma vez que as empresas interessadas no certame, ao adquirirem as planilhas, não se interessaram em participar do processo eis que os valores aprovados seriam muito baixo para a realização do objeto pactuado.
O aditivo contratual foi no importe de 37,14% de acréscimo, cujo índice é ilegal, eis que o limite imposto pela Lei de Licitações é de 25% (art. 65, §§1° e 2°, Lei n° 8.666/93).
A obra até hoje não foi concluída, cujos danos ao erário constatados (maio/2012 a julho/2017) giram em torno de R$ 450.548,16 (atualizados).
Os presos serão indiciados pelos crimes de frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação.
Além disso, responderão perante a Justiça por admitir, possibilitar ou dar causa a qualquer modificação ou vantagem, inclusive prorrogação contratual, em favor do adjudicatário, durante a execução dos contratos celebrados com o Poder Público, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação ou nos respectivos instrumentos contratuais, ou, ainda, pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade observado o disposto no art. 121 da Lei nº 8.666/93.
Nome da operação
O nome da operação remete ao filme “O GRANDE TRUQUE”, o qual demonstra que todos os truques e mágicas são apenas fumaça, escondendo algo muito maior e mais denso. Para o filme, todo grande truque de mágica consiste em três atos: “A Promessa”; “A Virada” e “O Grande Truque”. Tal qual a obra cinematográfica, percebe-se que a fraude investigada se debruçava em três momentos: a criação de procedimento licitatório com preços excessivamente baixos para eliminar interessados; o vencimento da licitação pela empresa integrante do esquema, e, por fim, o realinhamento do contrato (37,14% a maior) dois dias após a sua assinatura.
Fonte: www.sbcbrasil.


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Prefeitura, ACIPLE e Sebrae promovem palestra gratuita sobre compras públicas em Primavera do Leste


Encontro será realizado no dia 18 de agosto e vai orientar empresários sobre como participar de licitações e vender para o poder público

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Administração, em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Primavera do Leste (ACIPLE), Sebrae e Sala do Empreendedor, realiza no dia 18 de agosto, às 19h, a palestra “Compras Públicas”, dentro do projeto ACIPLE Compra Local – O Encontro do Fornecedor Primaverense.

 

O encontro será realizado na sede da ACIPLE, localizada na Avenida Dom Sebastião Figueiredo, nº 451, Primavera II. A participação é gratuita, com vagas limitadas.

 

A iniciativa foi criada para aproximar os empreendedores das oportunidades de fornecimento para o poder público, apresentando de forma prática como funcionam as compras públicas e o processo de licitação.

 

O que será abordado

 

Durante a palestra, os participantes poderão entender:

 

Como funciona o processo de compras públicas;

Como cadastrar a empresa para participar de licitações;

Quais documentos são necessários;

Onde encontrar oportunidades;

Como aumentar o faturamento fornecendo para órgãos públicos;

Depoimento de empresas que já fornecem para a Prefeitura de Primavera do Leste.

Quem pode participar

 

A palestra é voltada para empresários, MEIs, micro e pequenas empresas de todos os segmentos que desejam ampliar seus negócios e conhecer novas oportunidades de mercado.

 

A Prefeitura reforça que a iniciativa busca fortalecer os empreendedores locais e ampliar a participação das empresas de Primavera do Leste nas compras realizadas pelo poder público.


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