Primavera do Leste / MT - Terca-Feira, 12 de Maio de 2026

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Polícia

Professor indígena que saiu de aldeia para fazer depósito bancário é encontrado morto



O professor indígena da etnia Tapirapé que estava desaparecido há cerca de 12 dias foi encontrado morto nesta segunda-feira (29), segundo a Polícia Civil. Daniel Kabixana, de 38 anos, havia saído da Aldeia Urubu Branco, onde mora com a família, para fazer um depósito bancário em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá.

Dois homens de e um adolescente foram detidos pelo assassinato e apontaram o local onde o corpo foi deixado. De acordo com a Polícia Civil, os três confessaram o crime e disseram que assassinaram o indígena a pedradas.

Em depoimento, eles disseram que o objetivo era roubar a motocicleta de Daniel e o dinheiro que ele carregava. O corpo, segundo a polícia, foi encontrado em avançado estado de decomposição.

À polícia, os três disseram ainda que levaram R$ 20 e a moto da vítima. O veículo foi encontrado a cerca de 1 km de onde o corpo foi deixado, próximo de um condomínio em construção.

Daniel foi visto pela última vez num bar em Confresa ingerindo bebida alcoólica, segundo a polícia. Os suspeitos, que estavam no mesmo estabelecimento, perceberam que o professor tinha dinheiro e decidiram abordar a vítima.

Segundo a Polícia Civil, Daniel reagiu ao assalto e entrou em lutar corporal com os assaltantes.

Os três detidos serão autuados por latrocínio e devem ter a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Desaparecimento

Daniel havia entrado em contato com a mulher pela última vez na terça-feira (16). Depois disso, a família não conseguiu mais falar com ele. Fabiola Maremoyo, mulher de Daniel, contou ao G1 que o marido avisou que estava em Confresa e que já iria voltar para casa.

“Ele ligou à noite, por volta de 19h. Eu estava em Goiânia e ele deveria voltar para a Aldeia Urubu Branco, onde vivemos, mas desde então não sei mais o que aconteceu”, disse.

Antes de desaparecer, Daniel disse à mulher que estava assistindo a um jogo de futebol, na cidade.

O indígena trabalhava como professor de matemática na Aldeia Hawalorá, localizada em Santa Terezinha, a 1.329 km da capital, na mesma região do Baixo Araguaia.

 Fonte: G1 Mato Grosso


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Região

Sistema prisional de MT registra 94 casos de tuberculose em tratamento


Por TV Centro América

Mato Grosso registra 94 casos de tuberculose em tratamento em duas unidades prisionais do estado, segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). Os casos estão concentrados na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis.

De acordo com a Sejus, 44 detentos estão em tratamento na PCE, enquanto outros 50 casos foram registrados na unidade de Rondonópolis.

O Sindicato dos Policiais Penais denunciou, nesta segunda-feira (11), o avanço da tuberculose no sistema prisional e alertou para o risco de contaminação entre servidores e pessoas privadas de liberdade. Inicialmente, a entidade havia apontado cerca de 30 casos em Rondonópolis.

Segundo o sindicato, a superlotação e a falta de estrutura adequada nas unidades prisionais podem contribuir para o aumento das infecções. A entidade também cobrou a ampliação da testagem, o isolamento de casos suspeitos e a melhoria das condições sanitárias nos presídios.

Apesar dos registros, a secretaria afirmou que não há surto da doença no sistema prisional de Mato Grosso. Segundo a pasta, os casos estão dentro do esperado para o ambiente carcerário e seguem com acompanhamento médico e tratamento conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

Em nota, a Sejus informou que realiza ações de rastreio e diagnóstico da tuberculose em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da chamada “Carreta da Tuberculose”, que atua nas unidades prisionais do estado.

obre a informação de que dois detentos da PCE estariam internados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a Sejus informou que há custodiados em tratamento na unidade, mas que não há comunicação oficial que relacione essas internações à tuberculose. Por isso, segundo a pasta, não é possível confirmar nem descartar que os casos sejam decorrentes da doença.


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