Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Outubro de 2026

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Polícia

Professor indígena que saiu de aldeia para fazer depósito bancário é encontrado morto



O professor indígena da etnia Tapirapé que estava desaparecido há cerca de 12 dias foi encontrado morto nesta segunda-feira (29), segundo a Polícia Civil. Daniel Kabixana, de 38 anos, havia saído da Aldeia Urubu Branco, onde mora com a família, para fazer um depósito bancário em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá.

Dois homens de e um adolescente foram detidos pelo assassinato e apontaram o local onde o corpo foi deixado. De acordo com a Polícia Civil, os três confessaram o crime e disseram que assassinaram o indígena a pedradas.

Em depoimento, eles disseram que o objetivo era roubar a motocicleta de Daniel e o dinheiro que ele carregava. O corpo, segundo a polícia, foi encontrado em avançado estado de decomposição.

À polícia, os três disseram ainda que levaram R$ 20 e a moto da vítima. O veículo foi encontrado a cerca de 1 km de onde o corpo foi deixado, próximo de um condomínio em construção.

Daniel foi visto pela última vez num bar em Confresa ingerindo bebida alcoólica, segundo a polícia. Os suspeitos, que estavam no mesmo estabelecimento, perceberam que o professor tinha dinheiro e decidiram abordar a vítima.

Segundo a Polícia Civil, Daniel reagiu ao assalto e entrou em lutar corporal com os assaltantes.

Os três detidos serão autuados por latrocínio e devem ter a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Desaparecimento

Daniel havia entrado em contato com a mulher pela última vez na terça-feira (16). Depois disso, a família não conseguiu mais falar com ele. Fabiola Maremoyo, mulher de Daniel, contou ao G1 que o marido avisou que estava em Confresa e que já iria voltar para casa.

“Ele ligou à noite, por volta de 19h. Eu estava em Goiânia e ele deveria voltar para a Aldeia Urubu Branco, onde vivemos, mas desde então não sei mais o que aconteceu”, disse.

Antes de desaparecer, Daniel disse à mulher que estava assistindo a um jogo de futebol, na cidade.

O indígena trabalhava como professor de matemática na Aldeia Hawalorá, localizada em Santa Terezinha, a 1.329 km da capital, na mesma região do Baixo Araguaia.

 Fonte: G1 Mato Grosso


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Entretenimento - geral

Homem viaja mais de 2 mil km para encontrar namorada virtual e descobre que ela foi criada por inteligência artificial


Caso chama a atenção para os riscos de golpes amorosos e perfis falsos nas redes sociais.

 

Um homem de 49 anos percorreu mais de 2 mil quilômetros na esperança de encontrar a mulher com quem acreditava manter um relacionamento virtual. Ao chegar ao destino, em Belo Horizonte (MG), descobriu que a suposta namorada não existia: ela era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Edimar, pedreiro e divorciado, conheceu o perfil de uma mulher chamada Jéssica Oliveira, também conhecida como Jéssica Fazendeira, nas redes sociais. A personagem acumulava mais de 300 mil seguidores e publicava conteúdos afirmando estar divorciada, ter um filho e procurar um companheiro para compartilhar a vida em uma fazenda.

 

Promessas de uma vida a dois

 

De acordo com o relato do homem, a suposta namorada demonstrava interesse em recebê-lo e prometia ajudar com as despesas da viagem, buscá-lo e proporcionar uma vida confortável. Convencido de que poderia iniciar um relacionamento verdadeiro, ele saiu de Imperatriz (MA) na sexta-feira (9) e chegou à capital mineira no domingo (11).

 

No entanto, ao desembarcar, Edimar tentou localizar a mulher em diferentes lugares, sem sucesso. Ele chegou a mostrar fotografias da personagem a pessoas nas ruas, perguntando se alguém a conhecia, mas ninguém conseguiu identificá-la.

 

Foi depois dessas tentativas frustradas que o homem percebeu que havia sido enganado e que as imagens utilizadas no perfil eram produzidas por inteligência artificial.

 

Alerta para quem busca relacionamentos na internet

 

O caso reforça a importância de redobrar os cuidados com relacionamentos iniciados nas redes sociais. Perfis com fotografias realistas, vídeos e milhares de seguidores não são, necessariamente, garantia de que uma pessoa seja verdadeira.

 

Antes de viajar para encontrar alguém conhecido pela internet ou enviar dinheiro, especialistas recomendam verificar a identidade da pessoa, realizar chamadas de vídeo ao vivo e desconfiar de promessas financeiras ou histórias que não possam ser confirmadas.

 

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