Primavera do Leste / MT - Sábado, 13 de Junho de 2026

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Vereador Luis Costa parabeniza o trabalho desenvolvido pela CMTU em Primavera do Leste



Da Redação

Durante a sessão de hoje, 21, o vereador Luis Costa (PR) parabenizou o trabalho que o Coordenador Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (CMTU), Thiago Lima, com toda a equipe de agentes, estão desenvolvendo pelo trânsito de nossa cidade.

“Hoje fui até a CMTU e encontrei os agentes recuperando as placas, mesmo com pouca estrutura estão lá, fazendo o possível para reaproveitar e utilizar todos os materiais possíveis. Toda a equipe está de parabéns, porque se compararmos a CMTU de nossa cidade, em relação a outras coordenadorias e secretarias de trânsito pelo nosso País, a nossa em Primavera do Leste, está sucateada”. Pontua o legislador Luis Costa.

Luis Costa solicita em sua fala na tribuna a implantação da Secretaria de Trânsito. Segundo o vereador, Primavera do Leste arrecadou com IPVA e Multas de trânsito, de janeiro até agosto deste ano, mais de 7 milhões de reais. “Com a Secretaria de Trânsito, poderemos ter um fundo, que irá receber parte deste valor arrecadado e assim poderemos ter mais projetos, obras, manutenção e investimentos para o trânsito de nossa cidade. Esse pedido não é só meu, é de vários colegas vereadores. Nossa cidade merece uma estrutura melhor para trabalhar e assim melhorarmos a mobilidade urbana”.

INFRAESTRUTURA

Ainda durante sua fala na tribuna, o vereador Luis Costa, cobrou a Secretaria de Obras da cidade, em relação a alguns problemas pontuais que a comunidade tem solicitado.

“Eu estive na rotatória que fica perto do parque de exposição. Segundo os moradores, que me chamaram para verificar a situação da rotatória, quase não tem sinalização e iluminação no local, e a rotatória foi construída muito larga. Diante da demanda, já fiz uma indicação para o secretário Eduardo e agora vamos aguardar para que o problema seja resolvido da melhor maneira possível”. Esclarece Luis Costa.

Em visita ao bairro COHAB Jaime Campos, os moradores pediram uma solução para algumas ruas, já que quando chove as vias ficam empossadas e a água entra nas residências, e de acordo com o Legislador, essa demanda também será cobrada.

Luis Costa pediu atenção do executivo em relação aos bueiros entupidos que estão em vários pontos da cidade, no entanto, o vereador também cobrou os Primaverenses, por mais conscientização e respeito ao nosso meio ambiente, já que grande parte dos bueiros entupidos se dá por causa de lixos, como sacolas plásticas, garrafas PET, restos de comida, embalagens, entre outros produtos.

“A comunidade precisa evitar jogar lixo nas ruas, ou calçadas, porque quando chove acaba indo para os bueiros e entopem. Precisamos nos conscientizar, e nós como poder legislativo junto com o executivo, vamos buscar alguma parceria com a Cooperlimp, uma cooperativa que já existe na cidade, para fazermos uma coleta seletiva de lixo, ou desenvolver algum projeto de conscientização”. Ressalta.

Para finalizar, ao longo dos anos, há o problema de alagamento em parte da cidade quando chove muito, porém, Luis Costa salientou que irá procurar junto ao executivo a atual situação para as melhorias necessárias.



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Brasil

Justiça dá prazo de 24 meses para União e Funai demarcarem terra indígena no Nortão


A Justiça Federal em Mato Grosso determinou que a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) concluam o processo de demarcação da terra indígena do povo Kajkwakratxi (Tapayuna), na região de Brasnorte e Juara (cerca de 300 quilômetros de Sinop), num prazo de 24 meses. O juiz federal Pablo Kipper Aguilar ordenou ainda o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e a realização de uma cerimônia pública de pedido de desculpas aos indígenas.

 

Na decisão, o magistrado reconheceu violações de direitos humanos cometidas contra o povo Kajkwakratxi. O juiz mandou a União reunir toda a documentação disponível no Arquivo Nacional sobre violências ocorridas durante o processo de colonização da região do Rio Arinos e a remoção forçada desse povo ao Parque Indígena do Xingu. No processo, os indígenas contaram com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

O magistrado afastou o argumento da Funai e da União de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu prazo de dez anos para a conclusão das demarcações em andamento. Para ele, tal prazo tem natureza administrativa e não impede a atuação da Justiça quando há demora excessiva. “Agradeço a luta coletiva, fico muito feliz, a comunidade fica muito feliz, é uma surpresa”, disse Wetaktxi Tapayuna, presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), de acordo com mensagem divulgada pela DPU.

 

Ele acrescentou que a comunidade considera a decisão “emocionante”. “É muita alegria ver toda essa trajetória que passamos até chegar nesse ponto tão importante, com relação ao nosso povo, com as gerações que estão lutando pelo território tradicional, para demarcação do território tradicional, com expectativa de viver em cima dos seus parentes que deixaram naquele tempo. Para defender nossa ancestralidade, para viver com a alma dos parentes”, completou Wetaktxi Tapayuna.

 

De acordo com o MPF, os indígenas Kajkwakratxi foram alvo de uma série de violências ao longo do século 20, que resultaram na desestruturação social do grupo. Na década de 1970, eles foram removidos à força, pelo Estado, de seu território tradicional para o Parque Nacional do Xingu.

 

Em seguida, uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta em 1976 sob o argumento de que não haveria indígenas na área. Há indícios, porém, de que até o presente momento existem indígenas da etnia isolada na região de ocupação tradicional.


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