Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

Quadrilha rende caminhoneiros e rouba caminhão carregado com farinha de trigo



Dois caminhoneiros, de 50 e 26 anos, foram rendidos por assaltantes nesse sábado (14) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, as vítimas saíram de Brasília, no Distrito Federal, e foram assaltadas enquanto aguardavam para fazer a entrega de um produto em um supermercado atacadista, no Centro.

Os criminosos, a carga e o veículo não foram localizados até o início da tarde deste domingo (15). De acordo com a Polícia Civil, os caminhoneiros disseram que saíram de Brasília no dia 11 de outubro e transportaram um caminhão carregado com farinha de trigo.

Ao chegarem em Rondonópolis, foram até o supermercado onde um funcionário recebeu a nota da carga. O funcionário pediu para que eles aguardassem para fazerem a descarga. Enquanto esperavam, um homem armado com um revólver os abordou e obrigou que dirigissem até um certo local.

O assaltante conduziu os caminhoneiros até o encontro de outros integrantes da quadrilha. Nesse momento, as vítimas disseram que tiveram que cobrir o rosto e que foram colocadas dentro de um carro. Os caminhoneiros ficaram nesse veículo e foram reféns de um assaltante enquanto os outros criminosos retiravam a carga do caminhão.

Os assaltantes disseram que só queriam a carga e que abandonariam o veículo depois que conseguissem o produto. Os caminhoneiros foram liberados e a quadrilha fugiu com a carga de farinha de trigo e com o caminhão. Os assaltantes não levaram carteiras ou celulares das vítimas.

Eles registraram um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia da Polícia Civil em Rondonópolis. Por ficarem com os olhos cobertos durante o assalto, os caminhoneiros não souberam dar detalhes à polícia sobre os suspeitos.

Fonte: G1 Mato Grosso



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

PISCICULTURA: Deputado Nininho mobiliza Assembleia Legislativa, Governo do Estado e agricultores para fomentar produção de peixe em Mato Grosso


Com recursos do Banco Mundial, deputado trabalha para organizar cadeia produtiva, implantar cooperativas e fortalecer piscicultura em Mato Grosso; iniciativa prevê projeto piloto na Baixada Cuiabana

O deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) está mobilizando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o governo estadual e o setor produtivo para reestruturar a piscicultura em Mato Grosso, com foco na Baixada Cuiabana. O parlamentar defende a integração de políticas públicas e a formação de cooperativas para absorver parte dos US$ 100 milhões garantidos junto ao Banco Mundial para a agricultura de pequena escala. A estratégia aponta para a verticalização da produção para retomar o protagonismo do Estado, que atualmente ocupa o sétimo lugar no ranking nacional.

 

Segundo Nininho, a Baixada Cuiabana possui características geográficas que favorecem o pequeno produtor em detrimento da agricultura de larga escala. “A aptidão das áreas aqui é mais voltada para a agricultura familiar e pequena propriedade. Não tem aptidão, muitas vezes, para a agricultura de grande escala. Precisamos achar uma maneira de fomentar essa atividade”, afirma Nininho.

 

A proposta do deputado envolve um consórcio entre a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), a Empaer e universidades. O objetivo é criar uma estrutura que reduza custos operacionais, incluindo a produção regional de alevinos e a instalação de fábricas de ração próprias. “Nós vamos agregar mais valor no nosso produto e diminuir o custo dos insumos, o que faz com que a rentabilidade e a margem de lucro fiquem maiores para os nossos produtores”, explica Nininho.

CRÉDITO E COOPERATIVAS

Um dos pilares do projeto de Nininho visa o acesso a recursos internacionais. De acordo com a Seaf, os investimentos do Banco Mundial serão aplicados nos próximos cinco anos, priorizando ações sustentáveis. Para o deputado, a organização em cooperativas é a chave para que o pequeno piscicultor acesse esses fundos. “Nosso objetivo é estruturar toda essa cadeia. A ideia é criarmos cooperativas para incluir no programa do Banco Mundial, buscando recursos a fundo perdido para apoiar o pequeno produtor”, destaca.

 

A industrialização também está no radar do parlamentar. O parlamentar defende a criação de frigoríficos com certificação federal (Sisp/Sif) para que o peixe mato-grossense alcance novos mercados. “Essa cooperativa vai tirar o selo para poder ter a inspeção federal e vender esse pescado lá fora, não somente no mercado interno, mas no externo também”, projeta Nininho.

 

INTEGRAÇÃO TÉCNICA

 

A viabilidade do plano conta com o suporte da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que propõe um diagnóstico de 800 propriedades para identificar gargalos tecnológicos. “O estudo vai permitir compreender as necessidades dos produtores, aprimorar a compra de insumos e desenvolver tecnologias adequadas à realidade local. O sucesso depende da integração entre pesquisa e produção”, explica o professor Márcio Hoshiba, da UFMT e integrante do Núcleo de Estudos em Pesca e Aquicultura (Nepes).

 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Aquicultores (Aquamat), Darci Fornari, defende a integração e a verticalização da produção para aumentar a competitividade. “Temos potencial para sermos o maior produtor de peixe do Brasil. O desafio é fortalecer as cooperativas e reduzir a atuação isolada dos pequenos produtores, que representam 80% do setor. Queremos aplicar o modelo de sucesso das grandes operações também aos pequenos”, comenta.

 

 

 

PROTAGONISMO

 

Mato Grosso produziu 44,5 toneladas de peixe em 2024, com receita estimada em R$ 600 milhões, ocupando atualmente a sétima posição no ranking nacional. Para Nininho, o Estado reúne condições para recuperar o protagonismo no setor, desde que haja planejamento e políticas contínuas de apoio à produção.

 

“Mato Grosso tem os ativos necessários, água e tecnologia, mas carece de gestão integrada. Temos água em abundância e profissionais qualificados. Falta apenas organização e incentivo para retomarmos a liderança”, conclui o parlamentar.

Redação: Sérgio Ober


Antenado News