Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 29 de Junho de 2026

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Polícia encontra 200 kg de maconha ao apreender carro roubado



Cerca de 200 quilos de maconha foram encontrados, nesta quinta-feira (31), em uma residência no Bairro Planalto, em Cuiabá, durante a apreensão de um carro roubado. A ação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derrfva) investigava o roubo de um carro em julho deste ano. O veículo estava estacionado na casa. De acordo com a Polícia Civil, ninguém foi encontrado na residência.

O entorpecente estava em cômodos da casa e foi apreendido pelos policiais. Além da droga, uma balança foi encontrada no local.

A droga foi apreendida durante após uma denúncia anônima de que um carro roubado estava escondido no local. O veículo havia sido furtado em julho deste ano, no Bairro Porto, em Cuiabá.

Em diligências no local, a polícia constatou a suspeita e invadiu a residência. A droga estava divida em 122 tabletes espalhados pela casa.

O entorpecente e o carro foram levados para a delegacia. As investigações devem continuar para identificar os donos da casa e os envolvidos no roubo do carro, segundo a Polícia Civil.

Com informações do G1



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Justiça agenda primeiro júri popular de envolvido na execução de ex-presidente da OAB-MT


O juiz Marcos Faleiros da Silva deferiu, nesta sexta-feira (26), a oitiva de cinco testemunhas que irão prestar depoimento no plenário do Tribunal do Júri durante o julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva, o primeiro réu a ter a data de julgamento marcada pela execução do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Renato Nery.

As testemunhas foram arroladas de forma conjunta pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e pela Defensoria Pública, que assina a defesa do acusado. Entre os depoimentos confirmados para a sessão está o de Renata Moreira Gomes Nery, filha da vítima.

De acordo com os autos e com as investigações policiais, Alex teria confessado a autoria material dos disparos após ser preso em março de 2025. O crime, segundo o inquérito, teria sido executado a mando do então sargento da Polícia Militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado como o responsável por fornecer o armamento utilizado no homicídio.

Embora o executor já esteja com o julgamento agendado, outras quatro pessoas denunciadas pelo MPMT também devem enfrentar o júri popular, mas ainda aguardam a definição de suas respectivas datas.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público aponta que o casal Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi encomendou a morte do jurista pelo valor de R$ 200 mil, motivado por um forte inconformismo diante de uma disputa judicial que envolvia mais de 12 mil hectares de terras localizadas no município de Novo São Joaquim. Para viabilizar a execução, a acusação aponta que Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuaram diretamente como intermediários, sendo os encarregados da articulação com os executores, do fornecimento logístico da arma e do repasse dos pagamentos em dinheiro.

Todos os envolvidos responderão por homicídio qualificado, com agravantes que incluem motivo torpe (ou mediante recompensa), emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo também prevê uma causa de aumento de pena em decorrência da idade da vítima, que tinha 72 anos no momento do crime.

Os desdobramentos do caso também revelaram uma suposta rede de acobertamento composta por outros policiais militares, entre eles Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira.

Segundo o MPMT, os militares teriam simulado um confronto que resultou na morte de Walteir Lima Cabral e na tentativa de homicídio de uma segunda pessoa. A ação paralela teria o objetivo deliberado de forjar provas fictícias e criar entraves para confundir a linha de apuração e blindar os verdadeiros mandantes do assassinato.

O crime

Renato Nery, renomado ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), foi assassinado no dia 5 de julho de 2024. Ele foi atingido por sucessivos disparos de arma de fogo logo após chegar à calçada de seu escritório de advocacia, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, na Capital.

O advogado chegou a ser socorrido com vida por equipes de resgate e passou por um procedimento cirúrgico de emergência em um hospital privado de Cuiabá, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu poucas horas após a intervenção médica.


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