Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 06 de Novembro de 2026

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Polícia

Estelionatários são presos ao se hospedarem em hotel de luxo usando cartões e documentos falsos



Duas pessoas foram presas nessa sexta-feira (29) ao se hospedarem em um hotel, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, usando documentos e cartões de crédito falsos. De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os suspeitos, identificados como Dário Barros da Silva, de 33 anos, e Leonel Braga Gouveia, de 28, foram flagrados com documentos e cartões de créditos falsos e foram autuados em flagrante por estelionato.

Segundo a GCCO, eles tentavam aplicar golpe no hotel Gran Odara, considerado um empreendimento de luxo na capital mato-grossense. Os policiais foram até o hotel para averiguar a situação e contataram que os suspeitos utilizaram documentos falsos para fazer o cadastro no hotel.

Com os dois suspeitos foram apreendidos vários documentos de identidade com a mesma foto e nomes diferentes, folhas de cheques em nome de terceiros, cartões de créditos falsos e mais de R$ 5,7 mil em dinheiro. Os golpistas foram encaminhados até a sede da GCCO, onde foram interrogados e autuados em flagrante por estelionato.



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Brasil

Operação contra fraudes faz 34 prisões em dez estados e no DF


Policiais civis prenderam nesta quinta-feira (5) 34 pessoas suspeitas de participar de uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul e deflagrada em dez estados e no Distrito Federal, com o nome de “Operação Fortuna Reversa”.

Entre os 34 presos, 32 foram por mandados de prisão preventiva, um por flagrante e um por prisão cível. Foram apreendidos cinco veículos, sendo dois automóveis e três motocicletas, telefones celulares, um notebook e 201 gramas de substância com aparência de crack.

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Os mandados foram cumpridos simultaneamente em diversas partes do país, com apoio das polícias civis de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Paraná e Maranhão.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Itaara, no Rio Grande do Sul, teve início após uma fraude que causou prejuízo superior a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica do município. A operação foi coordenada pela delegada Carla Dolores Castro de Almeida, titular da delegacia gaúcha.

“As medidas cumpridas nesta etapa permitirão o aprofundamento das investigações, a responsabilização dos envolvidos e o desenvolvimento das próximas fases da operação, fortalecendo o combate ao crime organizado em todo o país”, esclareceu a delegada.

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Ocultação de valores

Os investigadores identificaram uma estrutura criminosa com atuação em diferentes estados brasileiros e responsável pela movimentação e ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

Ao todo, 41 pessoas são suspeitas de integrar o esquema, que utilizava uma complexa rede de movimentações financeiras para pulverizar os recursos ilícitos, dificultando o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários.

Em razão da abrangência nacional da investigação e da necessidade de cumprimento sincronizado das medidas judiciais, a operação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O órgão foi responsável pela articulação institucional entre as polícias civis envolvidas, garantindo a integração operacional necessária para a execução simultânea das diligências e conferindo maior efetividade às ações.


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Brasil

Equipe da Agência Brasil vence Seleção Petrobras de Jornalismo


O repórter Rafael Cardoso e a fotógrafa Tânia Rêgo estão entre os vencedores da Seleção Petrobras de Jornalismo. Eles receberão uma bolsa para desenvolver reportagem com o tema Ciência e Energias do Futuro.

O resultado da seleção foi divulgado nesta quinta-feira (5).  Ao todo, 14 propostas de reportagens foram contempladas em 12 estados do país. Os jornalistas ou equipes de jornalistas selecionados receberão bolsas no valor de R$ 20 mil reais cada para a produção das reportagens.  

A bolsa permitirá que a equipe desenvolva conteúdos especiais. A proposta selecionada é Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro. 

“O acesso à energia ainda é um desafio para populações periféricas e comunidades mais isoladas dos centros urbanos. E uma das funções da comunicação pública é justamente olhar para lugares e pessoas que podem passar à margem da cobertura da mídia tradicional privada. Nesse sentido, a bolsa de reportagem permite que cheguemos até essas regiões e consigamos dar voz para quem não costuma ser ouvido”, diz Rafael Cardoso. 

“A premiação do Rafael Cardoso e da Tânia Rêgo reafirma o compromisso histórico da EBC com o jornalismo público, investigativo e de profundidade. Levar a cobertura para o interior da Amazônia, dando luz à inovação e à autonomia do povo Baniwa, é a essência da nossa missão: mostrar um Brasil diverso, sustentável e que muitas vezes fica fora da grande mídia privada.”, afirmou a diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira.

O tema desta edição, Ciência e Energias do Futuro, incentiva a produção jornalística sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação em energia, transição energética justa, novas fontes de energia, combustíveis sustentáveis e outros temas ligados ao setor energético.  

“É uma oportunidade de ampliar a presença da comunicação pública, dar visibilidade a histórias pouco contadas em veículos de imprensa tradicionais e produzir informação de qualidade sobre temas de interesse da sociedade”, diz, Tânia Rêgo. 

Veja a lista completa dos jornalistas selecionados: 

Norte 
Deylon dos Santos Félix (AC), “Energia esquecida: por que o Acre abandonou a pesquisa em biocombustíveis?” – TV Norte (SBT)  
Marly Ramos de Quadros (PA), “A energia do futuro navega pelos rios da Amazônia” – Jornal e Portal O Liberal  
Mauricio Max da Silva Castelo Branco (AM), “Transição energética sobre rios: desafios para eletrificar o transporte fluvial na Amazônia” – BandNews Difusora  

Nordeste 
Andréia da Cunha Vitório e Catalina Leite (CE), “Laboratório Caatinga” – Agência Eco Nordeste  
Camila Gabrielle Oliveira Calzavara, Ana Paula Rocha e Hector Sousa (SE), “Do descarte ao combustível: ciência sergipana transforma resíduos do coco e do camarão em energia limpa” – Mangue Jornalismo  
Karyne Lane Alves Gomes, Révinna Nobre Maia Mourão, Antonio Wandersson Silva Trindade, Maria de Fátima Sudário de Pinho e Manuela Catalina Beltrán Leite (CE), “Terra de urânio: em Santa Quitéria, jaz o futuro da energia sob um solo de incertezas” – O Povo 

Centro-Oeste 
Fernanda Safira Soares Campos (MT), “Depois do sol: a rede elétrica sob pressão no celeiro do agronegócio” – PNB Online  
Tânia Alves Rêgo e Rafael de Carvalho Cardoso (DF), “Quem mantém a luz acesa? Ciência, energia solar e autonomia Baniwa no Rio Negro” – Agência Brasil 
 
Sudeste 
Ana Carolina Silva Vasconcelos e Flora Villela Faria Cardoso Rabello (MG), “Potenciais do desenvolvimento da mineração de Elementos de Terras Raras (ETRs) no Planalto Vulcânico da região de Poços de Caldas” – Brasil de Fato  
Carlos Tautz (RJ), “Brasil pode assumir vanguarda de pesquisas quânticas, liderar processos descarbonização da energia e reduzir a crise climática” – O Eco  
Thiago de Souza Borges (SP), “O sol, o lixo e o povo – Os desafios para escalar soluções locais de energia” – Periferia em Movimento 

Sul 
Bianca Renate Dilly (RS), “Biodigestores em escolas municipais no Rio Grande do Sul: quando a eficiência energética começa em sala de aula” – ABC Mais  
Lavínia dos Santos Machado e Rodrigo Alcântara Davila (RS), “A ciência na emergência: como a crise climática tem impulsionado novas soluções energéticas” – Rádio Comunitária FM e Associação Brasileira de Rádios Comunitárias do RS  
Vinicius Bonato (PR), “Laboratórios do Paraná adiantam a energia do futuro” – CBN Curitiba


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Mundo

Macron sugere coalizão para evitar direita e esquerda radicais nas eleições da França


O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu a criação de uma coalizão política entre centro-esquerda e direita para a eleição presidencial de 2027, segundo a agência de notícias AFP, que ouviu uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu. A iniciativa surge em um momento em que lideranças da extrema direita e da esquerda radical lideram as pesquisas de intenção de voto no país.

Impedido pela legislação de buscar um terceiro mandato consecutivo — após assumir o poder em 2017 e romper o tradicional bipartidarismo entre o Partido Socialista e a legenda de direita Os Republicanos –, Macron se recusa a aceitar um eventual duelo no segundo turno entre a ultradireitista Marine Le Pen e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon. Segundo levantamentos recentes, Le Pen sairia vitoriosa nessa eventual corrida.

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Estratégia

Para evitar a polarização, o chefe de Estado francês defende uma articulação que se estenda do candidato social-democrata Raphaël Glucksmann ao aspirante de direita liberal David Lisnard, deixando de fora os nomes dos extremos.

Aliados de Macron afirmam que o consenso em torno da defesa da União Europeia, do Estado de direito, da economia de mercado e da rejeição aos radicalismos é mais forte do que as divergências entre essas correntes.

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Essa tentativa de aproximação reflete o cenário de fragmentação da Assembleia Nacional francesa que, desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, encontra-se dividida em três blocos (esquerda, centro-direita e extrema-direita), forçando o governo a depender da direita para governar.

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Divisões internas

A construção dessa coalizão, no entanto, enfrenta resistência direta das lideranças citadas: tanto Glucksmann quanto Lisnard já rejeitaram categoricamente qualquer aliança com o “macronismo”.

Além disso, o próprio bloco governista lida com diversas candidaturas à Presidência e com o desgaste da gestão de Macron. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe aparece como o nome mais competitivo da centro-direita, mesmo estando em terceiro lugar nas pesquisas.

No entanto, Philippe não quer disputar as eleições primárias para a escolha de um candidato único, contrariando o pedido de seus adversários internos: o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal e o chefe dos republicanos, Bruno Retailleau.

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A articulação eleitoral é dificultada ainda mais pelo momento político de Macron. Conforme pesquisa divulgada pelo instituto Elabe, o presidente atingiu o índice histórico de apenas 13% de confiança, superando a marca de impopularidade estabelecida por seu antecessor, o socialista François Hollande.

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Mundo

Brasil no Mundo analisa eleições nos EUA e geopolítica internacional


A TV Brasil transmite nesta quinta-feira (5), às 22h, o último episódio da temporada do programa Brasil no Mundo. A edição analisa os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, a emergência de novos perfis de candidatos democratas e os desafios políticos enfrentados pelo presidente Donald Trump em meio à reconfiguração do cenário político norte-americano.

Para contribuir com o debate, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem Eduardo Heleno, doutor em ciência política, jornalista e professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). Heleno é coordenador do MBA em Estudos Estratégicos e Relações Internacionais da instituição, integra o Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da UFF e desenvolve pesquisas sobre democracia, relações internacionais, defesa e política contemporânea.

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  • Entenda as eleições de meio de mandato do presidente nos EUA.
  • Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias sub-representadas.
  • Derrota de Trump pode frear política de intervenções na América Latina.

O programa também discute os desdobramentos das guerras no Irã e na Ucrânia, as tensões sociais e políticas na Europa, agravadas por ataques cibernéticos à infraestrutura civil, e o impasse na escolha do novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A atração ainda aborda a estratégia do governo Lula de diversificar as relações comerciais na Ásia, reduzir a dependência da China e redefinir o diálogo com os Estados Unidos diante das mudanças políticas em curso nos dois países.

Sobre a produção

O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil.

Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, incluindo o período em que foi correspondente em Nova York. Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente internacional em Genebra e colaborou com veículos como BBC, CNN e The Guardian. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há mais de 20 anos e realizou reportagens em diversas regiões do mundo, como África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já recebeu personalidades como a ministra Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Brasil no Mundo – quintas-feiras, às 22h, na TV Brasil (com reprise na madrugada).

TV Brasil na internet e nas redes sociais

Site – https://tvbrasil.ebc.com.br 
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Mundo

Derrota de Trump coloca em xeque relação histórica dos EUA com Israel


A derrota histórica dos republicanos na eleição de meio de mandato do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, colocou em xeque a sólida relação entre o país norte-americano e Israel, que vem sendo alvo de críticas internas nos últimos anos.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que a relação do país com Israel foi um dos quatro principais motivos apontados por consultor de confiança que fizeram o partido Republicano perder as maiorias na Câmara e no Senado para os Democratas.  

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No dia da eleição, o presidente Trump anunciou, para surpresa dos aliados em Israel, o fim da ajuda militar ao país estimada em US$ 3,8 bilhões, ao ano, prevista anteriormente para continuar até 2028.

O professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender o repasse é resultado de uma mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv.

São Paulo (SP), 26/06/2025 - O professor de relações internacionais Bruno Huberman é entrevistado por Leandro Demori no programa Dando a Real com Demori na TV Brasil. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Bruno Huberman avalia que a decisão de Trump de suspender repasse é resultado de mudança nas relações bilaterais entre Washington e Tel Aviv – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Essa ajuda militar foi muito criticada. Os EUA fornecem ajudar militar para Israel desde o governo de John Kennedy (1961-1963). No primeiro governo Trump (2016-2020), essa ajuda se expandiu de forma muito agressiva”, contou o coordenador do Observatório de Conflitos do Oriente Médio.  

A organização não governamental Conselho de Relações Exteriores, sediada nos EUA, afirma que Israel é “há muito tempo, o principal beneficiário da ajuda externa dos EUA, incluindo assistência militar”.

A instituição calcula que, desde a fundação de Israel, em 1947, o país recebeu dos EUA mais de US$ 300 bilhões até 2025. Desse total, US$ 224 bilhões são de assistência militar, mais que o dobro que o segundo colocado, Afeganistão, com US$ 113 bilhões.

O pesquisador do Grupo de Estudos de Conflitos Internacionais (GECI) da PUC-SP Bruno Huberman destacou que presidente democrata Joe Biden (2020-2024) manteve o nível de ajuda no contexto da guerra na Faixa de Gaza, classificada por especialistas como um genocídio. Esse apoio motivou uma onda de manifestações contrárias em universidades dos EUA em 2024.

“É uma ajuda sem qualquer contrapartida de Israel. O fato de Israel usar esses recursos para comprar armas fabricadas pelas corporações americanas foi muito criticado pela esquerda do Partido Democrata durante a eleição, embora, no poder, os democratas não fizeram nada muito diferente”, destacou Huberman.

Israel em pauta

As eleições nos EUA foram marcadas pela vitória do primeiro mulçumano para o Senado dos EUA, Abdul El-Sayed, pelo estado de Michigan, que fez campanha criticando os gastos do país com ajuda militar a Israel.

“Tentam rotular você como alguém cheio de ódio se você acredita que crianças palestinas deveriam poder crescer na terra de seus antepassados sem serem assassinadas com o dinheiro dos nossos impostos”, afirmou o senador eleito.

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine, especialista em conflitos no Oriente Médio, avalia que o anúncio de Trump de suspender a ajuda militar à Israel foi uma tentativa de impedir a vitória de El-Sayed para o Senado pelo Michigan.

“A relação dos EUA com Israel traz hoje para o público americano um desconforto. Historicamente, o imaginário do mundo americano sempre foi muito favorável a essa relação. Isso começou a se desgastar com o genocídio em Gaza. Essa mudança começa em Gaza”, explicou.

Custo político

O diretor-executivo da Brazil Office Alliance, organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos EUA, Paulo Abraão argumentou à Agência Brasil que a Casa Branca reconheceu o custo político da aliança com Israel.

“Eu não diria que isso significa necessariamente o enfraquecimento da aliança estratégica entre os dois países, mas sim uma mudança relevante nas condições políticas de sua sustentação”, comentou.

Belo Horizonte (MG), 27/03/2026 - Danny Zahreddine, diretor do Instituto de Ciências Sociais da PUC Minas. Foto: Agência Pública/Divulgação

Danny Zahreddine aponta que o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA – Agência Pública/Divulgação

Para o analista, o apoio à Israel deixou de ser um consenso bipartidário nos EUA, de democratas e republicanos, e passou a produzir divisões eleitorais, geracionais e ideológicas.

“Acho que o mais interessante é que a eleição demonstrou que a política externa americana no Oriente Médio também pode ser cobrada nas urnas”, concluiu.

Ainda durante a eleição dessa terça, a cidade de Providence, em Rhode Island, aprovou, com cerca de 75% dos votos, uma medida que força a cidade a acabar com os investimentos em “países estrangeiros que conduzem limpeza étnica, apartheid, ocupação militar ilegal ou genocídio”.

Apesar de não citar Israel, a iniciativa foi apresentada pela Coalizão Providence Pela Palestina, contando com apoio do prefeito democrata local, David Morales.

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Israel 

Em resposta ao comentário do vice-presidente DJ Vance, dos EUA, o presidente de Israel, Isaac Herzog, reconheceu que existe um sentimento anti-Israel nos EUA. 

“Esses são sentimentos que estão no ar em nosso grande amigo e aliado”, acrescentando que Israel sempre “se esforçou ao máximo para ser bipartidário”, buscando apoio tanto dos democratas, quanto dos republicanos, informou o jornal The Times of Israel. 

O representante do país do Oriente Médio na ONU, Danny Danon, rejeitou a análise de Vance que responsabilizou as relações com Israel pela derrota nas eleições de meio de mandato. 

“É muito fácil culpar Israel por tudo, mas não é esse o caso”, disse, acrescentando que é preciso “prestar atenção” às vozes críticas à Israel dentro dos EUA. O comentário do diplomata foi em entrevista a emissora i24News.


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Agro

Juros futuros caem, mas curva ganha inclinação após comunicado do Copom


Os juros futuros intensificaram a queda ao longo da tarde desta quinta-feira (5), em meio à melhora parcial do cenário externo e à acomodação dos ganhos do petróleo. O movimento foi mais forte nos contratos de curto prazo do que nos de vencimento mais longo, o que levou a um leve aumento da inclinação da curva a termo. No mercado, a avaliação foi de que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) afastou, no curto prazo, a hipótese de alta da Selic.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caiu de 14,433% no ajuste anterior para 14,310%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,834% para 14,680%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 15,06% para 14,935%.

Após manter a Selic em 13,75%, o Copom evitou sinalizar de forma explícita os próximos passos da política monetária. Ainda assim, a menção à desaceleração mais significativa do nível de atividade e ao caráter “substancialmente contracionista” do juro básico foi interpretada pelo mercado como um tom mais brando.

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Segundo essa leitura, o Banco Central não indicou disposição de elevar a Selic no curto prazo. Ao mesmo tempo, a precificação de juros mais altos à frente foi mantida, em um ambiente ainda marcado pelo prêmio de risco fiscal.

Um trader ouvido pela Broadcast afirmou que esses trechos deixaram a curva com formato mais “empinado”. Na mesma direção, o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano, avaliou que o alívio vindo do petróleo retirou a urgência de alta de juros, mas a preocupação com o quadro fiscal doméstico preservou a inclinação da curva.

No fim da tarde, a precificação indicava cerca de 70% de chance de manutenção da Selic em dezembro, ante 30% de probabilidade de alta de 25 pontos-base. Para as reuniões de janeiro e março de 2027, as chances de alta subiam para 80% e 90%, respectivamente. A taxa terminal do próximo ano estava em 15%, segundo cálculos do Bmg.

A reunião do presidente Lula com ministros, ex-ministros e economistas nesta quinta-feira (5) não alterou o comportamento dos ativos domésticos. No mercado, a percepção foi de que a curva de juros seguiu respondendo principalmente à leitura do comunicado do Copom, ao movimento do petróleo e à permanência do prêmio de risco fiscal nos vencimentos mais longos.

Fonte: Estadão Conteúdo


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política

TSE admite ação do Novo contra chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político


O corregedor -geral do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a ação apresentada pelo Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin por abuso de poder político nas eleições preenche os requisitos legais para ser admitido.

Em decisão proferida nesta quinta-feira, o ministro determinou que os investigados sejam notificados para que possam apresentar sua defesa no prazo de cinco dias.

Depois dessa etapa, o magistrado baterá o martelo sobre a continuidade ou o arquivamento do processo.

Caso Cueva opte por manter o processo aberto, haverá oitiva com testemunhas e provas serão coletadas para que se verifique se há elementos que comprovem eventual abuso poder político pela chapa encabeçada pelo petista.

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De acordo com a ação do Novo, o governo Lula editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, entre 1 de janeiro e 16 de outubro deste ano, que configurariam a criação ou a ampliação de benefícios. O partido alega que as iniciativas tiveram um impacto estimado de 73 bilhões de reais.

 

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esporte

Jovem de Mato Grosso conquista prata no Brasileiro de Tiro com Arco


O atleta mirim de Cuiabá, João Carlos, conquistou a medalha de prata no Campeonato Brasileiro Escolar de Tiro com Arco 2026, na categoria Infantil. Conforme os resultados gerais, o mato-grossense somou 215 pontos e ficou com o vice-campeonato nacional, atrás apenas do representante de São Paulo, que alcançou 233 pontos. A divulgação oficial foi feita ontem pela Confederação Brasileira de Tiro com Arco (Brasil Arco).

Além do pódio, Mato Grosso teve outros três jovens entre os destaques da competição. Ainda na mesma categoria mencionada, Ludmylla Roberta terminou em 6º lugar, com 149 pontos, enquanto Gabrielle Erica ficou na 8ª colocação, com 141. Já na Cadete, Anna Clara alcançou o 21º lugar, com 188 pontos, e Nicolly Mayume terminou em 25º, com 78 pontos.

João e Ludmylla são estudantes da Escola Estadual Cívico-Militar Hermelinda de Figueiredo, enquanto Gabrielle representa o Colégio Edificando o Futuro. Anna Clara também estuda na Hermelinda de Figueiredo, e Nicolly Mayume é aluna da Escola Estadual Cívico-Militar Malik Didier Zahafi.

Os cinco atletas integram o Projeto Ponto de Esportes, iniciativa do governo estadual. Segundo a Federação Mato-Grossense de Arco e Flecha (FEMTARCO), os resultados também fortalecem as perspectivas de acesso dos estudantes ao Bolsa Atleta, por meio do programa Olimpus MT.

De acordo com a Brasil Arco, o evento esportivo foi realizado no formato multisite, com provas descentralizadas em diferentes sedes regionais do país. O prazo para realização das disputas terminou em 27 de setembro, e as federações tiveram até 2 de outubro para encaminhar os resultados à confederação.

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esporte

Técnico campeão mato-grossense pelo Nova Mutum é anunciado pelo Brasiliense  


O técnico William De Mattia, o Dema, foi anunciado pelo Brasiliense Futebol Clube, hoje. Dema é um velho conhecido do futebol mato-grossense e foi campeão estadual com o Nova Mutum em 2020, quebrando sequência de três títulos seguidos do Cuiabá (2017, 2018 e 2019). Um ano antes, conquistou a Série B do estadual, também pelo Azulão da Massa.  

Dema permaneceu no Nova Mutum entre 2019 e 2021 e acumulou mais de 60 partidas. Ele deixou o comando da equipe após queda na semifinal da Copa Verde. Neste ano, o Azulão da Massa também foi eliminado na segunda fase da Série D do Brasileiro e na primeira fase da Copa FMF.  

Este foi o primeiro e único título estadual da história do Nova Mutum. O triunfo foi conquistado em cima do União de Rondonópolis, após duas vitórias pelo mesmo placar, de 1 a 0.  

Depois de sair do Nova Mutum, Dema seguiu para o Grêmio Anápolis (GO), onde teve passagem discreta. Dirigiu ainda o Juventus Jaraguá (SC) e em 2023 chegou ao Treze, da Paraíba, onde foi campeão paraibano. Este ano, o técnico teve mais um trabalho de sucesso, dessa vez pelo Sergipe, sagrando-se campeão estadual sergipano.  

Pelo Brasiliense, Dema disputará o Candangão e a Série D do Brasileiro na próxima temporada.  

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política

Governabilidade de Lula exigirá negociação e acordos além da Esplanada


O presidente Luiz Inácio Lula foi reeleito, em outubro, com 64 milhões de votos, o maior número absoluto da história das eleições presidenciais brasileiras. Embora o resultado seja mais expressivo que o da eleição de 2022, não significa que o presidente terá facilidade para governar. Com a oposição fortalecida no Congresso Nacional, o novo mandato exigirá negociação permanente e a construção de alianças amplas.

Os desafios para a governabilidade foram um dos temas do Seminário Brasil 2027 – Desafios do Novo Ciclo, da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, semana passada. O evento reuniu especialistas para discutir o cenário que emerge das urnas.

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - O professor de ciência política na Universidade de Brasília - UNB, Lúcio Rennó, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Lúcio Rennó prevê que um dos principais obstáculos à formação de uma maioria parlamentar é o avanço de representantes ligados a Jair Bolsonaro Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

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Um dos principais obstáculos à formação de uma maioria parlamentar é o avanço de representantes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. Considerando também partidos como Progressistas (PP) e Republicanos, a direita terá mais da metade das cadeiras no Congresso, destacou o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Lúcio Rennó.

“Temos uma ideia de um presidente como líder de governo que ganha um mandato direto do país para implementar políticas públicas e funcionou assim por décadas, mas, nos últimos 15 anos, mais ou menos, uma série de reformas desequilibraram a balança em prol do legislativo e em detrimento do executivo”, analisa o professor.

Além da dificuldade para formar maioria, o governo poderá enfrentar uma oposição disposta a obstruir sua agenda. A avaliação é do cientista político Cláudio Couto, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 “A gente está falando de uma direita anti-Estado Democrático”, destaca.

“É uma direita que não reconhece a legitimidade do adversário e deve operar em lógica de sabotagem”.

Couto cita como exemplo a resistência de parlamentares à reforma tributária proposta pelo governo Lula, que, segundo ele, ocorreu simplesmente por se tratar de uma iniciativa do Executivo, apesar de contar com o apoio de representantes do campo bolsonarista, como o senador Ciro Nogueira (PP). 

Centrão deverá integrar o governo

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - O professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas - FGV, Cláudio Couto, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Cláudio Couto diz que o governo poderá enfrentar uma oposição disposta a obstruir sua agenda. Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Diante desse cenário, os partidos de centro, reunidos sob a denominação de “centrão”, terão papel estratégico na tentativa de construir uma maioria parlamentar, sobretudo na Câmara dos Deputados. Para Couto, a negociação com esses grupos será fundamental para viabilizar a agenda do governo. 

Um dos primeiros testes dessa articulação será a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro. O resultado poderá influenciar a capacidade do Executivo de negociar projetos e avançar em suas prioridades. 

“Quem manda no país hoje são dois atores chave: o presidente da Câmara e o do Senado, eles definem a agenda legislativa, controlam a possibilidade de impeachment e inúmeras nomeações, como para [ministros do] o Supremo Tribunal Federal, além da alocação de verbas de emendas parlamentares”, lembrou o professor da UnB.

A interlocução com o centrão, no entanto, não será suficiente por si só. Os especialistas também apontam a necessidade de aprimorar a coordenação política dentro do próprio Executivo, fazendo com que integrantes do governo indicados pelas bancadas dos partidos atuem em favor da agenda do governo no Congresso Nacional.

Ainda assim, a tendência é que os projetos enviados pelo Executivo incorporem desde a elaboração os interesses de diferentes grupos da base aliada. Isso exigirá negociações mais detalhadas, possivelmente em torno de “cada palavra do texto” das propostas.

“O Congresso vai querer mexer em tudo. E o que for aprovado daqui para frente será uma agenda que refletirá interesses do Executivo e de sua base no Congresso”, analisou Couto. Nesse caminho, a Casa Civil será fundamental para mediar a relação entre aqueles partidos com representação no governo e no Congresso, pontuou o cientista político.

Em discursos, Lula tem afirmado que o cenário não é tão adverso e que pretende construir pontes com o Parlamento para avançar na agenda do Executivo. De fato, segundo os especialistas, o terceiro mandato, apesar do cenário eleitoral desfavorável após o primeiro turno, aprovou pautas importantes, como o fim da escala 6×1.

“O jogo não acabou”

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2016 - A professora de ciência política na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio, Talita Tanscheit, participa do encontro Brasil 2027: o país que sai das urnas, realizado pela Fundação Casa de Rui Barbosa - FCRB, o Programa de pós graduação em Ciência Política da UNIRIO e a Associação Brasileira de Ciência Política - ABPC, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Talita Tanscheit, a mobilização da sociedade poderá ser um instrumento para sustentar a agenda do governo e defender pautas democráticas Foto – Rovena Rosa/Agência Brasil

Além da negociação parlamentar, a mobilização da sociedade poderá ser um instrumento para sustentar a agenda do governo e defender pautas democráticas, acrescenta a professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio Talita Tanscheit.

Para a pesquisadora, o Partido dos Trabalhadores (PT) precisa manter “vínculos permanentes” com os movimentos progressistas da sociedade, de forma a incorporá-los ao debate político. Outra possibilidade, destaca, é a ampliação da participação social por meio de conselhos, conferências e outros mecanismos de gestão compartilhada.

“O segundo turno trouxe de volta à cena um ator que não estava presente desde a pandemia de covid-19: a sociedade civil e os movimentos sociais”, diz.

Para Talita, enfrentar um legislativo hostil deve passar por “inovações democráticas”.

A professora também chama atenção para o caráter da mobilização observada no país durante o segundo turno. Na avaliação dela, foi uma experiência inédita na América Latina nos últimos dez anos. “É a primeira experiência de protesto com o objetivo claro de colocar voto na urna. Em outros protestos, como no Chile e na Colômbia, citou, a intenção era a de derrubar governos e suas agendas econômicas. 

Desafios para a democracia

Para os especialistas, a eleição de Lula foi importante para a continuidade da democracia no país, mas a resistência de setores da direita poderá impor limites à agenda do governo. Nesse contexto, temas defendidos pela extrema-direita, como a redução da maioridade penal e a reforma do Judiciário, poderão entrar nas negociações políticas.

Couto avalia que a redução da maioridade penal para 16 anos, por exemplo, representaria uma proposta intermediária em relação à defendida por setores mais radicais. “A redução para 16 anos parece uma proposta mediada”, avalia. A extrema-direita defendia a redução para 14 anos em casos de crimes hediondos.

Em relação ao Judiciário, o debate sobre uma reforma também deverá ganhar espaço, em meio às críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao envolvimento de ministros com o Banco Master. Uma das propostas em discussão prevê retirar da Corte atribuições relacionadas à Justiça Penal e impor mandatos aos magistrados.

“A vitória expressiva do PL, principalmente no Senado, retrata a insatisfação popular com o STF”, avaliou Rennó. “Então, com a sua legitimidade abalada, não só a discussão do impeachment volta à tona, mas a de reformas profundas”, conclui.


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