Primavera do Leste / MT - Quarta-Feira, 29 de Abril de 2026

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Polícia

Força Tática apreende 12 tabletes de maconha em Primavera do Leste



A Força Tática apreendeu aproximadamente 12 tabletes de substância análoga a maconha no final da tarde desta quarta-feira (18), na Rua do Comércio. Os entorpecentes estavam com um menor de 17 anos e seriam entregues a Igor Weslei Lima, que também foi detido.

De acordo com o cabo Victor, durante abordagem de rotina, um mototaxista foi abordado com um cliente, o menor, que estava na garupa com uma mochila preta nas costas. Durante a revista, foram encontrados 12 tabletes de maconha.

Em conversa com o menor e em investigação ao flagrante, chegaram até o segundo suspeito Igor, que já possui passagem por tráfico de entorpecentes no município de Rondonópolis. Conforme Victor, ele possui ligação direta com a droga. Ao falar com nossa equipe de reportagem, o menor permaneceu calado e Igor diz ser inocente e que não tem nenhuma ligação com os entorpecentes apreendidos.

Diante dos fatos, os suspeitos serão ouvidos pelo delegado plantonista e ficarão à disposição da Justiça.

OPERAÇÃO REFORÇO
Foi determinado pelo comandante do 11º Comando Regional da Polícia Militar, coronel Valter, a Operação Reforço, que consiste em que a Força Tática e o Comando de Ações Rápidas (CAR) intensifiquem as rondas e abordagens em áreas que há um número maior de criminalidade.

Fonte: Pérsio Souza/ Clique F5



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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