Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2026

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Polícia

Mulher que estava desaparecida é encontrada morta em rio e irmãos são presos suspeitos do crime



A mulher que estava desaparecida há dois dias em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, ao sair para ir a igreja, foi encontrada morta na tarde dessa terça-feira (9) no Rio Vermelho. A família de Rosineide Maria de Souza, de 45 anos, registrou um boletim de ocorrência no domingo (7) para denunciar o desaparecimento. Duas pessoas foram presas na madrugada desta quarta-feira (10).

De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, o crime teria motivações passionais. Foram presos os irmãos Valdomiro Vieira da Silva, de 40 anos, e Valdeci Vieira da Silva, de 46 anos. Valdeci é ex-companheiro da vítima e confessou o crime. O irmão dele teria ajudado a sumir com o corpo e a motocicleta de Rosineide.

Segundo a DHPP, Rosineide foi dada como desaparecida e acabou localizada no Rio Vermelho, na tarde de terça-feira. Pescadores que estavam na região encontraram o corpo dela, coberto por um saco, e chamaram a polícia. Uma equipe do Corpo de Bombeiros deu apoio na retirada do corpo da vítima.

Durante a madrugada, segundo a DHPP, investigações levaram à prisão de dois suspeitos que cometeram o homicídio. Um dos suspeitos disse, inicialmente, que enforcou Rosineide, deu golpes na cabeça dela e em seguida jogou o corpo no rio.

O caso

De acordo com o boletim de ocorrência, Rosineide saiu de casa às 18h (horário de Mato Grosso) do último domingo. Ela teria saído de motocicleta e não retornou para casa.

Segundo a polícia, a filha da vítima denunciou também que a mãe teve um relacionamento conturbado e que ela chegou a ser agredida pelo ex-companheiro.

O ex-namorado de Rosineide, de acordo com o relato da filha à polícia, teria dito a ela que a mataria, caso ela se envolvesse em outro relacionamento amoroso.

Nas redes sociais, a família divulgou fotos de Rosineide para tentar localizá-la.

Fonte: G1 Mato Grosso



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política

TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição


Proposta foi escrita pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça

TSE faz últimos preparativos para o primeiro turno nas Eleições 2018

Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o próximo domingo (25). 

Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de imediato, conforme o texto da minuta obtida pela Agência Brasil.

A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.

Em nota à imprensa, o gabinete de Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam redigidas pelo vice-presidente do TSE.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do gabinete de Mendonça.

A nota acrescenta ainda que o texto foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política”.

Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.

Proposta

O texto da minuta aplica aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha, aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.

O texto também considera haver “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos”.

Em outro trecho, a proposta diz ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.

Controvérsia

A proposta surge após uma disputa de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Por fim, o Exército do Lula acabou sendo liberado pelo presidente do TSE, após o registro ter sido feito pela campanha oficial.

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil


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