Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Polícia

Pai é preso e confessa ter espancado e assassinado o filho de 5 anos



Um homem foi preso na noite desse domingo (4) suspeito de ter espancado e assassinado o filho dele, de 5 anos, em Sinop, a 503 km de Cuiabá. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, Jonas Pereira Teixeira, de 30 anos, confessou que matou o filho, Davi dos Santos Vasconcelos, de 5 anos, após ter usado drogas e espancado o menino.

O próprio pai levou Davi até a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Menino Jesus, em Sinop, onde confessou aos funcionários o que havia feito.

Jonas foi preso pela PM e encaminhado para a delegacia da Polícia Civil em Sinop.

Segundo a PM, o homicídio ocorreu às 18h (horário de Mato Grosso), em uma casa no Bairro Vila Mariana. A mãe da criança trabalhava, enquanto Jonas estava sozinho na residência com o menino.

“O pai é usuário de pasta base e de cocaína. Ele tinha acabado de usar droga. Espancou e estrangulou o menino de 5 anos”, disse ao G1 o tenente da PM, Marcos Oliveira.

A PM foi chamada assim que o menino deu entrada na UBS Menino Jesus. Jonas levou a criança para receber atendimento médico. O menino tinha lesões e sinais de espancamento.

Quando os policiais chegaram ao local, Davi já havia morrido.

“O avô [da criança] disse que não foi a primeira vez que isso aconteceu. Ele [o pai] é agressivo”, disse o policial. O avô relatou à PM que Jonas espancava o filho constantemente.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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