Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 18 de Maio de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

Pai é preso e confessa ter espancado e assassinado o filho de 5 anos



Um homem foi preso na noite desse domingo (4) suspeito de ter espancado e assassinado o filho dele, de 5 anos, em Sinop, a 503 km de Cuiabá. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, Jonas Pereira Teixeira, de 30 anos, confessou que matou o filho, Davi dos Santos Vasconcelos, de 5 anos, após ter usado drogas e espancado o menino.

O próprio pai levou Davi até a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Menino Jesus, em Sinop, onde confessou aos funcionários o que havia feito.

Jonas foi preso pela PM e encaminhado para a delegacia da Polícia Civil em Sinop.

Segundo a PM, o homicídio ocorreu às 18h (horário de Mato Grosso), em uma casa no Bairro Vila Mariana. A mãe da criança trabalhava, enquanto Jonas estava sozinho na residência com o menino.

“O pai é usuário de pasta base e de cocaína. Ele tinha acabado de usar droga. Espancou e estrangulou o menino de 5 anos”, disse ao G1 o tenente da PM, Marcos Oliveira.

A PM foi chamada assim que o menino deu entrada na UBS Menino Jesus. Jonas levou a criança para receber atendimento médico. O menino tinha lesões e sinais de espancamento.

Quando os policiais chegaram ao local, Davi já havia morrido.

“O avô [da criança] disse que não foi a primeira vez que isso aconteceu. Ele [o pai] é agressivo”, disse o policial. O avô relatou à PM que Jonas espancava o filho constantemente.

Fonte: G1 Mato Grosso



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

Mundo

Pastor preso por pregar o Evangelho nas ruas da Inglaterra tem acusações arquivadas


A polícia do Reino Unido arquivou uma denúncia de crime de ódio contra o pastor evangélico Dia Moodley, encerrando um processo que se arrastava havia mais de quatro meses após sua prisão durante uma pregação de rua em Bristol, na Inglaterra.

Segundo a equipe jurídica da Alliance Defending Freedom (ADF) International, o caso levantou debates sobre liberdade religiosa e liberdade de expressão no país.

Moodley, de 58 anos, havia sido detido em novembro de 2025 pela polícia de Avon e Somerset enquanto pregava no centro de Bristol. Na ocasião, ele abordava temas relacionados à ideologia transgênero e fazia comparações entre o cristianismo e o islamismo.

As autoridades o investigaram sob suspeita de “incitação ao ódio religioso” e de violação da Lei de Ordem Pública de 1986, legislação britânica que criminaliza comportamentos considerados ameaçadores ou ofensivos com potencial de estimular hostilidade religiosa ou racial.

Durante a abordagem, uma pessoa presente tentou alcançar o fio da caixa de som utilizada pelo pastor. Imagens divulgadas posteriormente mostrariam Moodley empurrando a pessoa antes da chegada da polícia. Ele também foi investigado por suposta agressão física e permaneceu detido por cerca de oito horas antes de ser liberado sob fiança.

Como condição inicial da liberação, o pastor ficou proibido de entrar no centro de Bristol até o fim de dezembro de 2025. A restrição, no entanto, foi posteriormente retirada após contestação apresentada por sua defesa.

Segundo Moodley, durante o interrogatório os policiais questionaram por que ele havia escolhido pregar em uma região frequentada por muçulmanos e também perguntaram se ele considerava apropriado criticar a ideologia transgênero em público. Após a prisão, o pastor afirmou que deixou de realizar pregações de rua por temor de ser preso novamente.

Ele só voltou a falar publicamente em abril deste ano, durante uma mensagem sobre a ressurreição de Jesus em Broadmead. Na ocasião, um homem muçulmano que discordava das comparações feitas entre Jesus Cristo e Maomé foi filmado fazendo ameaças ao pastor diante das câmeras.

Moodley denunciou o episódio à polícia de Avon e Somerset. Contudo, segundo ele, as autoridades responderam que não havia elementos suficientes para caracterizar crime, mesmo com a ameaça registrada em vídeo. O pastor criticou a atuação policial e acusou a corporação de aplicar critérios diferentes em casos envolvendo cristãos conservadores.

Após o arquivamento oficial da investigação, Moodley afirmou que avalia, junto à sua equipe jurídica, a possibilidade de mover uma ação contra a polícia britânica por violação de seu direito à liberdade de expressão e por não investigar adequadamente as ameaças que recebeu.

O advogado Jeremiah Igunnubole, da ADF International, declarou que o caso reflete um cenário mais amplo de restrições ao discurso religioso no Reino Unido. Ele também defendeu mudanças legislativas para ampliar a proteção à liberdade de expressão no país.

Esta não foi a primeira vez que Moodley enfrentou problemas legais relacionados às suas pregações públicas. Em março de 2024, ele já havia sido preso diante da Universidade de Bristol após falar sobre islamismo e defender que o sexo biológico é binário. Assim como no caso mais recente, a investigação acabou sendo encerrada sem acusações formais.

O pastor também relatou que, em 2021, autoridades locais o proibiram de comentar sobre outras religiões e de realizar sermões públicos sem autorização prévia da polícia. Para ele, as medidas representam uma tentativa contínua de censura.

Em suas mensagens públicas, Moodley costuma afirmar que o cristianismo representa a “luz”, enquanto descreve o islamismo como “trevas”, além de defender a superioridade da Bíblia em relação ao Alcorão. As declarações frequentemente geram controvérsia e reações contrárias em espaços públicos.

O caso ganhou maior repercussão internacional após o pastor participar, em março de 2025, de uma reunião com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos durante uma visita oficial ao Reino Unido. O encontro ocorreu em meio a manifestações da administração do então presidente Donald Trump sobre preocupações relacionadas à liberdade de expressão em território britânico, segundo o The Christian Post.


Antenado News