Primavera do Leste / MT - Segunda-Feira, 18 de Maio de 2026

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A Polícia registrou uma tentativa de homicídio em frente à feira municipal em Primavera do Leste



Da Redação

Eduardo Nunes, 30 anos, foi vítima de vários disparos de arma de fogo, na noite de ontem, 27, em frente à feira municipal de Primavera do Leste. Segundo informações do Boletim de Ocorrência (BO), o suspeito estava de motocicleta, quando aproximou da vítima e efetuou os disparos.

As pessoas que estavam próximas, disseram que ouviram uns cinco disparos contra a vítima. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e fez os primeiros atendimentos a vítima, que foi atingida no braço e também no tórax, diante da gravidade do estado de saúde, Eduardo foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

De acordo com a Polícia Militar, a vítima teria passagens pela polícia por praticar delitos.  A PM procura pelo suspeito. O caso será investigado pela Polícia Civil.



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‘QUEM SOFRE, SOFRE CALADO’ ‘Agressor não tem cara’, alerta delegado sobre crimes sexuais contra menores


Como forma de alertar a população para os crimes sexuais que têm crianças e adolescentes como vítimas, o delegado Ramiro Queiroz, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), apontou que “o agressor não tem cara”.

 

“Todos nós temos a cara do agressor. Hoje eu prendi um pai, ele tinha acabado de chegar do trabalho [trabalhava de noite]. Para a sociedade, ele é um trabalhador”, disse o delegado.

 

O preso é um dos 18 alvos da Operação Marco Zero, deflagrada nesta segunda-feira (18), que tem como objetivo combater o crime de estupro de vulnerável em Mato Grosso.

 

Conforme a polícia, 16 alvos estão na Baixada Cuiabana e outros dois entre Pernambuco e Mato Grosso do Sul. O delegado expressou ainda a tristeza de ter que falar sobre um crime tão bárbaro contra uma criança que deveria ser protegida pelo pai.

 

Na verdade, ele era um agressor que, além de bater na filha de oito anos, a amarrava com o cinto e cometia os abusos.

 

“Não entra na minha cabeça uma atitude dessas, um pai ter esse tipo de conduta, pois é ele que teria que proteger e dar segurança para essa criança se tornar um adulto capaz sem nenhum tipo de trauma. Eu me pergunto como está a cabeça dessa menina agora”, lamentou.

 

“Esse crime é cometido entre quatro paredes, quase ninguém testemunha. E, quem sofre, sofre calado. Por isso, é importante observar nossas crianças, se mudam de comportamento, de conduta”, ressaltou o delegado.

 

As investigações reuniram elementos robustos que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva ao Poder Judiciário, demonstrando a gravidade dos crimes apurados e a necessidade de resguardar as vítimas, bem como garantir a aplicação da lei penal.

 

“O trabalho da Polícia Civil no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é prioridade absoluta, destacando a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção”, destacou o delegado.

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