Primavera do Leste / MT - Domingo, 05 de Abril de 2026

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Polícia tenta identificar ladrões que mataram empresário com tiro na cabeça durante assalto



Carlos da Cruz Olmedo, de 36 anos, foi alvejado na cabeça (Foto: Facebook/Reprodução)

Carlos da Cruz Olmedo, de 36 anos, foi alvejado na cabeça (Foto: Facebook/Reprodução)

A Polícia Civil tenta identificar os dois ladrões que mataram um empresário com tiros na cabeça durante um assalto em Cuiabá, na segunda-feira (10). Carlos da Cruz Olmedo, de 36 anos, foi abordado na frente da casa dele, no Bairro Jardim Keneddy. A vítima morreu ainda no local.

Carlos estava com a mulher e mãe. Todos foram obrigados a entrar na residência e amarrados em um dos cômodos.

A vítima, entretanto, conseguiu se soltar e lutou com um dos bandidos. Em seguida, foi alvejado com tiros na cabeça.

Os dois ladrões fugiram com objetos da casa e com o carro do empresário. O veículo foi encontrado abandonado no bairro vizinho.

O automóvel já passou por perícia e deve ajudar na identificação dos criminosos. Câmeras de monitoramento de outros imóveis também devem ser usadas na investigação.

Carlos era proprietário de uma empresa de consórcio de veículos, em Cuiabá.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

Fonte: G1 Mato Grosso



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A Palavra - Opinião

📰 Crônica: A cassação que parou na recepção


Em Primavera do Leste, a política resolveu inovar. Não é mais preciso enfrentar plenário, debate ou voto. Agora, certos assuntos já são resolvidos ali mesmo, na recepção.

 

O pedido de cassação contra o vereador Sargento Telles sequer chegou a “dar bom dia” no plenário. Foi barrado antes, com toda a elegância que os procedimentos técnicos permitem.

 

Segundo a versão oficial, faltou “autorização adequada” para a denúncia. Curioso. Porque, para alguns, a lei parece permitir que até o eleitor participe. Para outros, nem tanto. Vai entender, o Direito, às vezes, é quase uma obra de arte contemporânea: cada um enxerga o que quer.

 

Enquanto isso, o conteúdo da denúncia ficou intacto. Intocado. Intocável. Uma espécie de segredo que ninguém quis abrir — talvez por zelo institucional, talvez por excesso de prudência.

 

E sob a condução do presidente da Câmara, Marco Aurélio, tudo seguiu com tranquilidade exemplar. Sem ruído, sem desgaste, sem aquele incômodo chamado “debate público”.

 

Eficiência é isso.

 

Resolve-se rápido, evita-se constrangimento e, de quebra, mantém-se a harmonia entre os pares. Afinal, política também é sobre convivência.

 

Agora, claro, tudo dentro das regras. Ou pelo menos dentro de uma leitura bastante conveniente delas.

 

No fim, Primavera do Leste dá mais um passo à frente na inovação institucional: criou-se o julgamento sem julgamento.

 

E fica aquela dúvida que ninguém responde, mas todo mundo entende:

 

Foi rigor técnico… ou apenas uma solução elegante para um problema inconveniente?

 

Mas veja, é só uma crônica.

 

 

 


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