Primavera do Leste / MT - Quinta-Feira, 30 de Abril de 2026

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Polícia

Policial aposentado é morto com tiro na cabeça



O policial aposentado José Serafim Barbosa Reis, de 51 anos, foi morto com dois tiros na noite deste domingo (28) em frente a sua residência no bairro Tancredo Neves em Rondonópolis.

De acordo com os dados que constam no Boletim de Ocorrência (BO), uma guarnição da Polícia Militar (PM) foi acionada via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública de Mato Grosso (Ciosp) com a informação que uma pessoa tinha sido baleada por dois ocupantes de uma motocicleta Honda CB 300cc de cor prata.

Quando chegaram no local, os policiais constataram que a vítima foi atingida por um disparo na cabeça e outro na virilha. A guarnição de Polícia isolou a área, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte de José Serafim.

A PM realizou rondas na região com o intuito de localizar os suspeitos, mas não foi possível encontrar ninguém.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local do crime para realizar o trabalho de investigação do caso.

Diante dos fatos, um registro da ocorrência foi confeccionado na 1ª Delegacia de Polícia (1ªDP).

Estas informações constam no Boletim de Ocorrência (BO) de número: 2018.32174.

Fonte: Agora MT



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Opinião - política

Diárias oficiais coincidem com evento político em Cuiabá e levantam questionamentos


Relatórios apontam viagens institucionais, mas datas coincidem com lançamento de campanha eleitoral; ausência em programa de saúde local também chama atenção

Viagens oficiais com destino a Cuiabá, justificadas como cumprimento de agenda institucional, têm levantado questionamentos após análise de documentos públicos. Relatórios assinados por assessores e servidores indicam participação em reuniões na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com retorno ao município no dia seguinte.

No entanto, as datas dessas viagens coincidem com o período do lançamento da campanha de Léo, realizado na capital. A sobreposição entre compromissos oficialmente descritos como institucionais e um evento político levanta dúvidas sobre a real natureza das agendas cumpridas.

Os documentos registram pagamentos de diárias, incluindo R$ 1.500,00 destinados a Gisely Fernanda Pereira da Silva e R$ 250,00 para Elnatan Oliveira Reis Medeiros, além de outros valores vinculados a deslocamentos com roteiro semelhante: ida à capital, participação em reunião e retorno no dia seguinte.

Relatórios assinados por Gustavo Saint Clair Ferreira Caldeira e Valmislei Alves dos Santos reforçam a justificativa de “cumprimento de agenda parlamentar”, enquanto registros adicionais indicam participação de Gisele Ferreira Ferraz em reuniões na AMM e no INCRA.

Do ponto de vista formal, a documentação apresenta todos os elementos exigidos: declarações de comparecimento, assinaturas e descrição das atividades realizadas.

Ainda assim, a coincidência com um evento político relevante levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos para deslocamentos que podem não ter caráter exclusivamente institucional.

Contraste com agenda local de saúde

Outro ponto que chama atenção é o contraste entre essas agendas na capital e a atuação local dos envolvidos.

Parte dos nomes associados às viagens aparece com frequência em críticas à situação da saúde pública em Primavera do Leste. No entanto, não há registro de presença de alguns desses críticos no lançamento do programa “Vira Saúde”, iniciativa voltada à melhoria do atendimento à população no próprio município.

A ausência em um evento diretamente ligado à saúde pública local reforça o debate sobre prioridades e coerência entre discurso e prática.

Transparência e resultado

Embora os documentos estejam formalmente corretos, especialistas em gestão pública destacam que a transparência não se limita à comprovação de deslocamentos e reuniões, mas também envolve a demonstração de resultados concretos dessas agendas.

Até o momento, não há detalhamento público sobre os impactos diretos dessas viagens para a população.

Diante disso, permanecem as perguntas:

Qual foi o retorno efetivo dessas agendas?
E qual o limite entre compromisso institucional e participação em atividades de natureza política?


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