Primavera do Leste / MT - Sexta-Feira, 08 de Maio de 2026

HOME / NOTÍCIAS

Polícia

SAQUE AOS COFRES PÚBLICOS; Gaeco deflagra 4ª fase da Operação Convescote



O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por membros do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, está neste momento cumprindo 08 mandados de condução coercitiva e 08 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Cáceres, Primavera do Leste e Rio de Janeiro/RJ, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital.

A operação visa desarticular organização criminosa engendrada para saquear os cofres públicos, notadamente recursos públicos da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso e Tribunal de Contas do Estado. Os desvios se davam por meio de fraude nos convênios firmados com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (FAESPE), Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência à Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (FUNRIO) e Associação Plante Vida. Entre os alvos dos mandados estão servidores da ALMT e TCE, bem como empresários e um advogado. As sedes da FAESPE, FUNRIO e Associação Plante Vida também são objeto de busca e apreensão por agentes do Gaeco.

Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato e lavagem de dinheiro. As fases anteriores originaram denúncias contra 23 investigados, contudo, investigações complementares indicaram o envolvimento de mais pessoas na organização criminosa, além de revelar que o desvio de recursos públicos é bem maior do que fora apurado anteriormente.

A operação contou com apoio de policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática de Várzea Grande e Cáceres e Gaeco do Estado do Rio de Janeiro

Da Assessoria



COMENTÁRIOS

0 Comentários

Deixe o seu comentário!





*

HOME / NOTÍCIAS

política

Elizeu diz que dinheiro apreendido tem comprovação e nega crime


O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) se defendeu publicamente das acusações oriundas da Operação Emenda Oculta, Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), do Ministério Público Estadual (MPE), que o acusa de desviar recursos de emendas parlamentares por meio de convênios com institutos de fomento de cultura e esportes.

 

Segundo ele, o valor de R$ 150 mil em espécie apreendidos em sua casa seria de salário, verba indenizatória e aposentadoria da Polícia Militar. “Esse valor que foi recolhido por parte da investigação também está declarado na minha declaração de imposto de renda. Além de tudo isso, também foi recolhido extrato de comprovante de saque, valor da minha conta mesmo. Aí tem o salário, tem verba indenizatória que é sacada, que é movimentada e isso também foi anexado ao recolhimento”, disse.

 

O parlamentar afirma que tem costume em guardar dinheiro em espécie em sua casa, e que isso já foi declarado durante o período eleitoral em anos anteriores.

 

“Assim como em 2018 eu fui candidato a deputado estadual e que eu ainda morava no bairro Altos da Serra, na minha residência tinha 150 mil reais, principalmente ano eleitoral. Agora, no ano de 2022, candidato à minha reeleição, declarado cerca de 170, 180 mil reais também”, completou.

 

O deputado também defendeu a destinação de suas emendas parlamentares no valor de R$ 7,7 milhões nos últimos 3 anos, alegando que foi investimento na educação militar por meio de kits de uniforme de educação física para escolas militares.   “É uma entrega que impacta na vida do cidadão, principalmente dessas famílias, dessas mais de 25 escolas militares por todo o estado de Mato Grosso. Inclusive, na maioria delas, eu estive pessoalmente fazendo essas entregas”, defendeu.

 

Já em relação à declaração do Partido Novo, de que irá puni-lo, caso se comprovem as acusações, Elizeu afirmou que isso é normal com alguém que está sendo investigado, mas que a punição só deve ocorrer após o trânsito em julgado. ‘Eu estou tranquilo, não fizemos nada de errado. E agora estamos esperando ter acesso aos autos para fazer a defesa dentro do processo”, pontuou.

 

Operação  

 

A Operação Emenda Oculta foi deflagrada após a descoberta de um vídeo que registrou um suposto repasse de propina. Entre os alvos confirmados até o momento estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do irmão dele, vereador por Cuiabá, Cezinha Nascimento (União).

 

Conforme apurado pelo site Gazeta , o material foi localizado em um celular apreendido durante a Operação Gorjeta e se tornou peça-chave para o avanço das investigações, que levaram aos nomes de Cezinha e Elizeu Nascimento.  Ainda segundo a apuração, investigadores identificaram que agentes políticos estariam direcionando emendas parlamentares para dois institutos: o Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), com o objetivo de desviar os recursos destinados às entidades.

 

Para viabilizar o esquema, conforme a investigação, era utilizada a empresa Sem Limites Esporte e Evento LTDA, que recebia valores dos institutos e posteriormente repassava quantias aos parlamentares responsáveis pelas emendas.

 

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, a investigação apontou um possível esquema de desvio de cerca de R$ 3 milhões em emendas parlamentares na Câmara Municipal e na Secretaria de Esportes de Cuiabá, resultando no afastamento de Chico 2000.

Fonte: Gazeta Digital


Antenado News